Professor deseja morte de filha de 8 anos de Giorgia Meloni e é afastado
Publicação nas redes sociais compara menina de 8 anos a vítima de feminicídio brutal e provoca reação do governo e da Justiça
Um professor da rede pública italiana publicou em sua conta pessoal no Facebook uma mensagem desejando à filha de 8 anos da primeira-ministra Giorgia Meloni o mesmo destino de uma adolescente assassinada a pedradas pelo ex-namorado.
O caso ocorreu no sábado, 31 de maio, e gerou forte reação institucional na Itália.
Stefano Addeo, de 65 anos, lecionava alemão em uma escola na província de Nápoles.
Na publicação, ele afirmou que Ginevra, filha de Meloni, deveria ter o mesmo fim de Martina Carbonaro, jovem de 14 anos morta em Afragola, também na região de Nápoles.
A mensagem foi denunciada por um colega de ministério, que solicitou providências ao ministro da Educação, Giuseppe Valditara.
Valditara declarou que a conduta de Addeo “trai o decoro e a dignidade da profissão docente” e determinou a abertura de processo disciplinar.
O professor foi afastado de suas funções e poderá ser demitido após a conclusão do procedimento.
A primeira-ministra Giorgia Meloni classificou o episódio como resultado de “ódio ideológico” e de um “clima doente” no debate político.
O presidente Sergio Mattarella telefonou pessoalmente à primeira-ministra para prestar solidariedade, sinalizando a gravidade institucional do caso. A oposição também condenou as ameaças.
Dois dias após a publicação, Addeo tentou suicídio ingerindo medicamentos psicotrópicos.
Ele foi internado em estado grave em Nola, após avisar a diretora de sua escola sobre sua intenção, o que permitiu o acionamento de socorro. Apesar da gravidade inicial, o professor não corre mais risco de morte.
Em entrevista posterior, Addeo tentou se desculpar afirmando ter utilizado inteligência artificial para escrever o conteúdo ofensivo. Especialistas consideram improvável que sistemas comerciais de IA, como o ChatGPT, tenham gerado uma mensagem com teor tão violento.
O episódio se soma a outros semelhantes registrados contra familiares de políticos italianos.
Também foram relatadas ameaças às filhas de Matteo Salvini e Matteo Piantedosi. Meloni declarou que se trata de uma “espiral de ódio” que exige respostas.
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