Pressão sobre Zelensky em semana crucial para “proposta de paz”
Marco Rubio reiterou em entrevista à NBC que Washington acredita que o momento atual é crítico para alcançar um entendimento.
Os Estados Unidos continuam pressionando o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky a considerar uma proposta de paz que envolve a concessão da Crimeia à Rússia em troca de um cessar-fogo.
Embora detalhes específicos do plano não tenham sido divulgados, as autoridades americanas indicaram que a estabilização da linha de frente poderia ser parte da solução. No entanto, Kiev demonstrou resistência a essa ideia.
Com as negociações se aproximando de uma “semana crucial”, conforme apontado por fontes americanas, a pressão sobre Zelensky aumenta.
O Secretário de Estado americano, Marco Rubio, expressou otimismo, mas também cautela, afirmando que, embora haja progresso nas conversações, ainda não se está “perto o suficiente” de um acordo definitivo.
Marco Rubio reiterou em entrevista à NBC que Washington acredita que o momento atual é crítico para alcançar um entendimento.
A proposta norte-americana, que sugere um congelamento das hostilidades em troca da renúncia da Crimeia por parte da Ucrânia, foi considerada inaceitável por Zelensky e seu governo.
Contrariando as declarações do presidente ucraniano, o ex-presidente dos EUA Donald Trump insinuou que Zelensky estaria disposto a abrir mão da Crimeia.
Por outro lado, o Ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, fez uma ressalva importante ao afirmar que não se deve esperar que a Ucrânia ceda todos os territórios ocupados pela Rússia como sugerido por Trump.
Ele reconheceu que as negociações poderiam resultar em concessões territoriais, mas afirmou que isso não deve ir tão longe quanto as propostas do ex-presidente americano.
Cenário militar
No cenário militar, a situação permanece volátil. No último fim de semana, um ataque russo envolvendo 150 drones e mísseis resultou na morte de quatro pessoas na região leste da Ucrânia.
O general russo, Valéri Guérassimov, afirmou que a região de Koursk estava totalmente livre de tropas ucranianas, o que foi prontamente contestado por autoridades ucranianas.
A Coreia do Norte, por sua vez, confirmou, pela primeira vez, presença de suas tropas na Rússia para participar das operações na região.
O líder norte-coreano Kim Jong Un elogiou os soldados envolvidos e anunciou planos para erguer um monumento em Pyongyang em homenagem aos “heróis” que lutaram no conflito.
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