Noboa propõe castração química para estupradores no Equador
Medida foi apresentada dias após vir à tona denúncia contra deputado acusado de estuprar menina de 12 anos
O presidente do Equador, Daniel Noboa (foto), anunciou nesta sexta-feira, 11, que seu governo enviou ao Congresso do país uma proposta de reforma constitucional que prevê a aplicação de castração química a estupradores.
A medida foi apresentada dias após vir à tona a denúncia contra o deputado Santiago Díaz Asque, acusado de estuprar uma menina de 12 anos.
Em publicação no X, Noboa afirmou:
“Estupradores merecem castração química e pena de prisão, e é isso que propõe a reforma constitucional que acaba de ser enviada.”
O texto da proposta ainda não foi divulgado.
Denúncia contra deputado
Díaz Asque foi eleito pelo partido de esquerda Revolución Ciudadana, liderado pelo ex-presidente Rafael Correa (2007–2017). A denúncia contra o parlamentar veio a público na última terça-feira, quando foi expulso da legenda.
O deputado pediu licença não remunerada e declarou ser inocente. Ele é investigado pelo Ministério Público, mas ainda mantém o mandato.
A Promotoria realizou nesta semana buscas em propriedades ligadas a Díaz Asque. O órgão, no entanto, informou que não comentará a investigação por envolver uma menor de idade.
Antes do escândalo, o deputado defendia uma proposta de mudança na legislação que permitiria o consentimento sexual a partir dos 14 anos — medida que contraria a regra vigente no país, que só reconhece consentimento de maiores de 18.
No Equador, o crime de estupro de menores de 14 anos é punido com até 22 anos de prisão.
Noboa desafia Congresso
Ao defender a proposta, Noboa afirmou ainda:
“Agora será a vez da Assembleia. O país precisa saber quem realmente apoia as vítimas e quem está disposto a proteger os agressores.”
A castração química consiste na aplicação de medicamentos que reduzem ou anulam a libido, suprimindo a produção de hormônios sexuais masculinos.
A medida é usada como punição em países como Rússia, Polônia, Coreia do Sul, Indonésia, Moldávia e em alguns estados dos EUA, mas não está prevista na atual legislação equatoriana.
Noboa tem conseguido aprovar projetos no Legislativo com apoio da maioria, o que pode facilitar a tramitação da proposta.
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Comentários (1)
Rosa
12.07.2025 13:22Não sendo possível a morte......