Presidente da Costa Rica na mira da Suprema Corte por suspeita de corrupção
Pela primeira vez, o tribunal máximo do país pediu à Assembleia Legislativa a retirada de foro de Rodrigo Chaves para ser julgado pelo crime de extorsão
A Suprema Corte da Costa Rica concordou nesta terça-feira, 1º, em solicitar à Assembleia Legislativa a retirada da imunidade do presidente, Rodrigo Chaves, e do ministro da Cultura, Jorge Rodríguez, para serem processados por suposta corrupção envolvendo os fundos do Banco Centro-Americano de Integração Econômica (CABEI).
Por 15 votos a 7, os juízes concluíram que o pedido deveria ser encaminhado ao Parlamento. Essa medida inédita visa permitir que Chaves e Rodríguez sejam julgados pelo suposto crime de extorsão.
Em abril, o Ministério Público acusou Chaves de ter se beneficiado de um esquema de desvio de pagamentos irregulares de US$ 32 mil do CABEI a uma empresa de comunicação.
O contrato de cerca de US$ 400 mil incluía produções de comunicação. De acordo com a acusação, Chaves teria “pressionado” para que parte da quantia fosse redirecionada a um assessor.
O CABEI identificou irregularidades em uma auditoria realizada em junho de 2024, quando decidiu informar a promotoria.
O Ministério Público também ofereceu denúncias por financiamento ilegal da campanha eleitoral de 2022, que culminou na vitória de Chaves.
A decisão proferida pela Suprema Corte costarriquenha é inédita.
Nenhum pedido para a retirada do foro privilegiado havia sido feito anteriormante.
Agora, cabe à Assembleia Legislativa, composta em sua maioria por forças de oposição, deliberar em votação qualificada sobre o levantamento da imunidade de Chaves e do Ministro Rodríguez.
Ainda não há prazo definido para a decisão do Congresso.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)