Presidente da Colômbia adverte EUA contra intervenção na Venezuela
Gustavo Petro disse ter alertado Trump, por meio de emissários, que uma operação militar seria "o pior erro" dos EUA
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que uma eventual invasão dos Estados Unidos à Venezuela arrastaria seu país para dentro do conflito e transformaria a região em “uma nova Síria”.
“Os gringos estão em apuros se pensam que, invadindo a Venezuela, resolvem seu problema. Colocariam a Venezuela no caso da Síria, só que com o agravante de arrastar a Colômbia”, disse Petro em reunião ministerial transmitida ao país na noite de terça-feira, 19 de agosto.
Petro advertiu que, em caso de intervenção, traficantes que atuam na fronteira de 2.219 quilômetros entre Colômbia e Venezuela se aproveitariam para controlar riquezas minerais. “Isso significa mais economia para a morte, não para a vida”, declarou.
O presidente colombiano disse ainda ter alertado Trump, por meio de emissários, que uma operação militar seria “o pior erro” dos EUA.
Tensões entre EUA e Venezuela
O governo dos Estados Unidos intensificou suas ameaças contra o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, prometendo utilizar “toda força” necessária para enfrentar o regime venezuelano. Em resposta, Caracas anunciou uma mobilização de 4,5 milhões de milicianos em todo o território nacional.
Na última segunda-feira, 18 de agosto, Maduro afirmou que “nenhum império tocará o solo sagrado da Venezuela”, ao mesmo tempo em que minimizou as alegações de ameaças à paz interna.
A declaração ocorreu em um contexto de crescente tensão, após os Estados Unidos aumentarem a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro e movimentarem tropas na América Latina e no Caribe.
Os EUA ordenaram o deslocamento de navios navais na região com o objetivo de combater a influência de grupos narcotraficantes.
Conforme a agência Reuters, três navios de guerra e cerca de 4 mil militares dos EUA estariam se aproximando das águas territoriais da Venezuela nas próximas horas. Contudo, um porta-voz do Departamento de Defesa americano afirmou que, até o momento, nenhuma ordem para avançar havia sido emitida.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt reiterou a disposição do presidente Trump em utilizar todas as ferramentas disponíveis para combater o tráfico de drogas e responsabilizar os envolvidos.
Ela também destacou que Maduro não é reconhecido como um presidente legítimo pelos Estados Unidos.
Leia também: Trump está preparado para punir Maduro, diz Casa Branca sobre navios de guerra
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Comentários (4)
Emerson
20.08.2025 15:49É sério isso ?!?!?!?
MARCEL SILVIO HIRSCH
20.08.2025 15:43Os tiranetes "defendendo" suas narco economias.
Ita
20.08.2025 10:57O Petro só dura até as próximas eleições local.
Annie 40
20.08.2025 10:10Outro que será varrido em breve