“Presente ao Hamas”, diz analista britânico sobre reconhecimento do estado palestino
Reino Unido reconhece a Palestina e nega “recompensa” a terroristas; Israel fala em “prêmio ao terrorismo”
O governo do Reino Unido anunciou no domingo, 21, o reconhecimento oficial do Estado da Palestina.
A decisão foi apresentada pelo primeiro-ministro Keir Starmer como parte de uma estratégia para “manter viva” a solução de dois Estados e pressionar por um cessar-fogo.
Em nota, declarou que o gesto “não é um prêmio ao terrorismo” e reiterou a cobrança pela libertação dos reféns em Gaza.
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump também afirmou que a decisão representa “recompensa” a Hamas, grupo que mantém em cativeiro pelo menos 48 pessoas desde os ataques de 7 de outubro.
O governo israelense informou que parte dos sequestrados já morreu, mas mantém a operação militar em Gaza com o objetivo de resgatar sobreviventes e enfraquecer o grupo armado.
Para ele, ao oferecer reconhecimento a um Estado palestino sem garantias mínimas, Starmer diminui o incentivo de Hamas para libertar os reféns e prolonga a crise humanitária.
Segundo Fraser, “Hamas usa o sofrimento dos civis de Gaza como ferramenta de manipulação política”, enquanto Israel condiciona o fim da ofensiva à devolução dos sequestrados.
Fraser destacou que, embora Hamas tenha revisado seu estatuto em 2017, o texto ainda descreve como meta o controle de todo o território entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo, o que na prática significa a eliminação do Estado de Israel.
Ele sustentou que, nesse cenário, qualquer aceitação de fronteiras de 1967 seria apenas tática.
Starmer respondeu dizendo que Hamas não terá qualquer papel no futuro governo palestino e que o reconhecimento é voltado a fortalecer a Autoridade Palestina, responsável por parte da Cisjordânia.
O premiê britânico incluiu entre os objetivos imediatos o aumento do fluxo de ajuda humanitária e reformas internas na administração palestina.
A decisão se somou a gestos semelhantes de Canadá, Austrália e Portugal.
O governo de Israel, porém, insiste que a medida legitima a estratégia de Hamas e fragiliza negociações de paz.
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Comentários (3)
Fabio B
22.09.2025 10:55E é um presente mesmo ao grupo terrorista do Hamas, que domina a Palestina. Tanto que esse grupo postou agradecimentos nas suas redes sociais.
Fabio B
22.09.2025 10:54AltoK, você queria que este portal replicasse as propagandas mentirosas do Hamas?
AltoK
22.09.2025 10:29É impossível não notar, é observo isso já faz muito tempo, anos, mas O Antagonista parece servir como um veículo de propaganda de Israel . Alguém mais percebe isso?