Premiê do Catar reafirma compromisso por acordo de paz após ataque israelense
"Nada nos impedirá de continuar essa mediação na região", disse Mohammed bin Abdulrahman al-Thani a jornalistas
O primeiro-ministro do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, afirmou nesta terça-feira, 9, que o país continuará tentando mediar um acordo de cessar-fogo e a libertação de reféns em Gaza, mesmo após o ataque realizado pelas Forças de Israel (FDI) contra alvos do grupo terrorista do Hamas, em Doha.
“Nada nos impedirá de continuar essa mediação na região”, disse a jornalistas.
“Acreditamos que hoje chegamos a um momento crucial. É preciso que haja uma resposta de toda a região a ações tão bárbara. Este ataque, só podemos descrevê-lo como terrorismo de Estado. O mundo precisa de uma imagem mais clara de quem é o valentão na região”, continuou.
Ataque a edifício do Hamas no Catar
Israel atingiu nesta terça, 9, um edifício onde estavam líderes do Hamas no Catar. Essa é a primeira vez que Israel ataca alvos no país do golfo.
Não ficou imediatamente claro como o ataque foi realizado, embora um porta-voz militar israelense tenha se referido à força aérea israelense como responsável pelo ataque.
O Catar condenou o que chamou de “ataque israelense covarde” à sede política do Hamas em Doha. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Majed al-Ansari, chamou isso de “violação flagrante de todas as leis e normas internacionais”.
Em declaração conjunta, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI) e o porta-voz da Agência de Inteligência Estrangeira (ISA) confirmaram um ataque contra alta liderança do Hamas:
“Há pouco tempo, as FDI e a ISA, utilizando a Força Aérea, realizaram um ataque preciso contra a alta liderança da organização terrorista Hamas. Os líderes atacados dirigem as atividades da organização há anos e são diretamente responsáveis pela execução do massacre de 7 de outubro e pela gestão da guerra contra o Estado de Israel.
Antes do ataque, foram tomadas medidas para minimizar os danos a indivíduos não envolvidos, incluindo o uso de munições de precisão e inteligência adicional.
As FDI e a ISA continuarão a agir com determinação para derrotar a organização terrorista Hamas, responsável pelo massacre de 7 de outubro.”
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (2)
Cético
10.09.2025 07:02Essa escalada já não tem mais s ver com os refens . Se Israel quisesse os refens já teriam negociado algo . O fato é que Israel encontrou uma desculpa para tocar seu plano de longa data de expulsar os palestinos e ganhar território.
Clayton De Souza pontes
09.09.2025 20:03O Hamas não liberta os refens, mantendo a motivação de Israel pra essa escalada nos combates.