Premiê britânico apoia plano de Trump e celebra libertação de reféns
Keir Starmer diz que é “crucial trabalhar juntos” para implementar o acordo; Londres confirma presença em cúpula no Egito após fim da guerra
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, divulgou nesta segunda, 13, uma declaração oficial em que celebra a libertação dos reféns e defende a execução integral do plano de paz do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para Gaza.
Segundo o governo britânico, o objetivo é consolidar o cessar-fogo e abrir a próxima etapa de negociações no Egito.
Starmer afirmou que a prioridade é garantir a implementação do acordo com apoio de Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia. O gabinete britânico informou que o premiê participa de reuniões em Sharm el-Sheikh focadas na consolidação do plano e na reconstrução.
A seguir, a íntegra da declaração de Starmer, traduzida e, quando aplicável, com trechos de maior ênfase reproduzidos em itálico:
“Compartilho o profundo sentimento de alívio com a libertação hoje de Avinatan Or e de outros reféns. Mas isso também é um lembrete contundente do tratamento a que ele foi submetido nas mãos do Hamas e das atrocidades que abalaram o mundo dois anos atrás.”
“Depois de conhecer a família dele, sei que ninguém pode realmente compreender a tortura e a agonia que sofreram ao longo de dois anos, e meus pensamentos estão com eles. Meus pensamentos também estão com a família de Yossi Sharabi, que ainda espera por notícias.”
“Reitero meus agradecimentos pelos incansáveis esforços diplomáticos dos Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia. Agora é crucial que trabalhemos juntos para implementar o plano de paz do presidente Trump para Gaza, e esse será o meu foco no Egito hoje.”
“O compromisso com esse plano, por todas as partes, será essencial para encerrar a guerra e construir as bases para um caminho sustentável rumo a uma paz duradoura. O Reino Unido apoiará a próxima etapa crucial das conversas para garantir a implementação do plano de paz.”
Nos trechos destacados, o premiê sublinha dois pontos: a orientação de curto prazo, que é implementar o plano de paz, e o compromisso do Reino Unido em apoiar a fase seguinte das tratativas para transformar a trégua em paz estável.
A declaração foi publicada após a confirmação, pelo Exército de Israel e pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, de que todos os 20 reféns vivos foram entregues e levados a centros de recepção no sul de Israel para exames e reencontros com as famílias. O governo israelense informou que a trégua inclui medidas humanitárias e supervisão de segurança.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos pousou em Israel e disse que “a guerra acabou”, em referência ao cessar-fogo e às trocas que viabilizaram as libertações. A presidência de Israel confirmou o discurso no parlamento e a agenda de encontros com familiares dos libertados.
Em Londres, o Ministério das Relações Exteriores britânico reiterou apoio às negociações e às iniciativas de reconstrução, com coordenação com parceiros regionais. Segundo o gabinete do premiê, a prioridade de Londres é transformar o fim dos combates em um acordo duradouro, com monitoramento internacional e foco na proteção de civis.
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