Prefeito de NY liga para Trump e condena operação na Venezuela
O democrata Zohran Mamdani diz acreditar que ação militar dos EUA configura crime de guerra
O novo prefeito de Nova York, Zohran Mamdani (foto), afirmou ter conversado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para manifestar oposição à captura do ditador Nicolás Maduro durante a operação militar americana na Venezuela.
Segundo Mamdani, o telefonema teve como objetivo registrar formalmente sua discordância em relação à ação conduzida pelas forças americanas.
Em declaração a jornalistas no sábado, 3, Mamdani disse:
“Liguei para o presidente e falei diretamente com ele para registrar minha oposição a esse ato e deixar claro que se tratava de uma oposição baseada na contrariedade à busca por uma mudança de regime e à violação das leis federais e internacionais.”
O prefeito já havia afirmado acreditar que a operação configura um crime de guerra e viola normas legais dos Estados Unidos e do direito internacional.
O prefeito relatou que a conversa foi breve e se recusou a comentar a reação de Trump.
“Registrei minha oposição, deixei isso claro e ficou por isso mesmo”, afirmou.
As declarações marcaram o primeiro confronto público de Mamdani com Trump desde que o socialista assumiu o cargo, na última quinta-feira.
Zohran Mamdani
Zohran Mamdani, 34 anos, nasceu em Kampala, capital de Uganda, e ganhou destaque ao anunciar sua candidatura pela plataforma TikTok enquanto corria uma maratona.
Ele se declara muçulmano e de esquerda e defende maior igualdade de direitos para todas as comunidades da cidade.
“O sonho de todo muçulmano é simplesmente ser tratado da mesma forma que qualquer outro novaiorquino. No entanto, por muito tempo, nos disseram para pedir menos do que isso e para nos contentarmos com o pouco que recebemos. Chega”, disse o então candidato em 24 de outubro.
Maduro em presídio de NY
Maduro e a esposa, Cilia Flores, chegaram na noite de sábado a Nova York sob forte escolta de agentes federais dos Estados Unidos, após terem sido capturados durante a operação militar americana.
O casal foi levado ao Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, onde permanece detido enquanto aguarda os próximos passos do processo judicial.
Imagens exibidas por emissoras americanas mostram Maduro algemado, cercado por agentes da agência antidrogas dos EUA (DEA), do FBI e de outras forças de segurança.
Um vídeo compartilhado na madrugada deste domingo mostra o líder venezuelano dizendo “feliz ano novo” enquanto é escoltado por um corredor.
Maduro responde a acusações de narcoterrorismo, tráfico de drogas e posse ilegal de armas em um tribunal federal de Manhattan e pode comparecer diante de um juiz já nos próximos dias.
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Comentários (5)
Annie
04.01.2026 12:24Quem tem que gostar sao os venezuelanos. A opinião desse comunista de iPhone não tem a menor importância
Rosa
04.01.2026 12:11Ele está se achando só porque ascendeu ao poder. Que se cuide pois a
Ana Amaral
04.01.2026 10:58Por que o prefeito de NY não volta para Uganda? Lá deve haver muita coisa para ser feita em prol da população de lá , seus conterrâneos.
Marian
04.01.2026 10:47Esqueceram 11 de setembro rápido demais
Marcia
04.01.2026 10:34Esperar o que de um esquerdalha que ainda por cima é muçulmano. Quantos países muçulmanos são livres e respeitam os Direitos Humanos?