Porta-voz da Casa Branca ignora jornalistas com pronomes woke no e-mail
Karoline Leavitt diz que repórteres que usam pronomes identitários “negam a realidade biológica” e não são confiáveis
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que a equipe de comunicação do governo não responde a e-mails de jornalistas que exibem pronomes identitários em suas assinaturas.
Segundo ela, esse tipo de identificação “nega a realidade biológica” e indica que o profissional “não se importa com a verdade”, tornando-o indigno de confiança.
A informação foi publicada pelo New York Times e confirmada pela própria Leavitt à Fox News Digital.
“Qualquer repórter que escolha colocar seus pronomes na assinatura claramente não se importa com a realidade biológica ou com a verdade e, portanto, não pode ser confiável para escrever uma matéria honesta”, declarou.
Os “pronomes” mencionados no contexto da polêmica referem-se aos pronomes identitátios ou woke que algumas pessoas incluem em suas assinaturas de e-mail ou perfis profissionais, como forma de indicar como preferem ser tratadas em relação à sua “identidade de gênero”.
Embora tenha apoio de setores da esquerda identitária, o uso de pronomes nas assinaturas é visto pelo senso comum como sinal de adesão a pautas ideológicas radicais e divisivas.
A correspondente da Daily Wire, Mary Margaret Olahan, apoiou a medida, afirmando que incluir pronomes em contextos profissionais é “uma declaração política” e “inapropriada”. Já um porta-voz do New York Times considerou a postura um pretexto para fugir de perguntas difíceis, “especialmente vindo do mais alto gabinete de imprensa do governo dos EUA”.
Apesar da diretriz, ao menos um jornalista do Washington Post relatou ter recebido resposta da Casa Branca mesmo usando pronomes na assinatura, o que sugere uma aplicação irregular da regra. Outros repórteres relataram que ainda conseguem abordar Leavitt ou outros assessores pessoalmente para obter respostas.
Desde o início do segundo mandato, o governo Trump tem endurecido sua posição em temas woke.
Entre as medidas adotadas estão a revisão do papel de pessoas trans nas Forças Armadas, o veto à participação de mulheres trans em esportes femininos e a eliminação de termos ligados à identidade de gênero em documentos oficiais.
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