Políticas identitárias são “abrigo ideológico para incompetentes”, diz historiador
Escritor e professor americano critica políticas identitárias e afirma que elas substituem mérito por agenda
O historiador americano Victor Davis Hanson, do Hoover Institute, afirmou que políticas identitárias e a pauta woke trocam resultados por critérios políticos.
Segundo ele, é uma agenda que “não apenas destrói a meritocracia, mas incentiva as pessoas a usar critérios além do empirismo para justificar qualquer coisa”, definindo-as como “um abrigo ideológico”.
O autor argumenta que, ao retirar as identidades como critério de promoção ou seleção, o mérito voltaria a prevalecer. Ele diz que “pessoas realmente talentosas competiriam bem no campo meritocrático das ideias e do desempenho”, evitando que conquistas sejam atribuídas a fatores alheios ao trabalho.
Hanson defende que a volta dos critérios de mérito será uma “maravilha” para as minorias, porque pessoas competentes destes grupos poderão ter sucesso sem nunca poderem ser acusadas de terem sido injustamente favorecidas.
Para exemplificar, Hanson cita a ex-porta-voz da Casa Branca no governo Biden, Karine Jean-Pierre, que teria sido escolhida, segundo ele, por critérios identitários (ela é negra e gay). Ele descreve Karine Jean-Pierre como contraditória em respostas e com fraco desempenho para o cargo.
Hanson também menciona declarações recentes de Michelle Obama sobre dificuldades na Casa Branca. Ele contesta a leitura de rejeição racial predominante e afirma que, pelo contrário, a cor foi um ativo para Barack Obama.
Segundo Hanson, políticas identitárias funcionam como explicação ampla para falhas individuais, como ocorria na antiga União Soviética.
Ele resume esse efeito em exemplos do cotidiano: “não consegui o emprego por isso; a tarefa não foi feita por isso”, relacionando tais alegações à perda de critérios objetivos de avaliação.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)