“Pode ser amigável ou não”, diz Trump sobre controle de Cuba
Presidente americano disse que Marco Rubio está conduzindo as negociações
O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 9, que uma tomada de controle da ilha de Cuba pelos Estados Unidos poderia ser feito de maneira “amigável ou não”.
Questionado sobre a situação do país e seus planos para a ilha, Trump afirmou que Cuba enfrenta “sérios apuros” em termos humanitários e que o governo cubano teria interesse em um acordo.
“Pode ser ou não uma aquisição amigável”, disse em coletiva de imprensa.
Trump também indicou que o secretário de Estado, Marco Rubio, está conduzindo as negociações.
Vai cair?
Trump afirmou na última quinta-feira, 5, que o regime cubano está próximo do fim, e indicou que seu governo pretende negociar com a ilha após o encerramento do conflito militar no Irã.
As declarações foram feitas durante evento na Casa Branca.
“Queremos terminar isso primeiro”, disse Trump, em referência à guerra contra o Irã.
Em seguida, acrescentou que “será apenas uma questão de tempo” até que os exilados voltem para Cuba.
horas antes, ao portal Politico, ele havia declarado que “Cuba também vai cair”, e que o país “deseja muito fechar um acordo” com os EUA, atribuindo essa disposição ao estrangulamento econômico promovido por sua administração: “Cortamos todo o petróleo, todo o dinheiro, ou cortamos tudo o que vinha da Venezuela, que era a única fonte”.
Petróleo como instrumento de pressão
O bloqueio de combustível imposto pela administração Trump aprofundou a crise econômica cubana. Nenhum petroleiro atracou na ilha desde 9 de janeiro, data a partir da qual Washington passou a ameaçar tarifas contra países que fornecessem petróleo a Havana.
O México e a Venezuela, até então os principais fornecedores da ilha, interromperam as remessas sob pressão norte-americana.
No caso venezuelano, o abastecimento já havia sido interrompido após a captura do ditador Nicolás Maduro, em uma operação militar americana realizada em janeiro.
Cuba produz hoje menos da metade do petróleo de que necessita para funcionar.
O resultado é visível no cotidiano: apagões prolongados atingiram regiões que vão de Pinar del Río, a oeste, a Las Tunas, a leste, passando por Havana, na quarta-feira. O governo proibiu a venda de diesel e racionou a gasolina.
Crise no cotidiano cubano
Com o fim do fornecimento de energia, serviços básicos entraram em colapso. O transporte público opera de forma irregular, o lixo se acumula nas ruas e o atendimento de saúde foi reduzido.
A escassez de medicamentos, já presente antes do agravamento do bloqueio, piorou.
O governo americano justifica a política de pressão econômica afirmando que Cuba, com cerca de 10 milhões de habitantes e localizada a aproximadamente 150 quilômetros da Flórida, representa uma “ameaça excepcional” à segurança dos Estados Unidos, argumento que Washington apoia nas relações de Havana com Rússia, China e Irã.
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