Pobreza na Argentina recua para 31,6%
Segundo o Indec, taxa caiu 6,5 pontos no primeiro semestre de 2025
Dados do Instituto Nacional de Estatísticas (Indec) mostram que a pobreza na Argentina caiu para 31,6% da população no primeiro semestre deste ano.
O número representa uma queda de 6,5 pontos percentuais em relação ao segundo semestre de 2024.
A taxa de extrema pobreza também caiu para 6,9% da população, ante 8,2% registrados no período anterior.
O Indec considera como pobre a família cuja renda mensal não atinge o custo da cesta básica total, que inclui alimentos, transporte, saúde, educação e outros bens e serviços essenciais.
Essa cesta equivale atualmente a cerca de US$ 850 mensais para uma família de quatro pessoas.
Já a extrema pobreza é calculada com base em uma cesta que contempla apenas os alimentos essenciais.
No entanto, especialistas afirmam que a magnitude da melhora está superestimada devido a limitações metodológicas e à falta de atualização das cestas de referência.
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Crise na Argentina
A situação econômica argentina tem gerado tensão nos mercados.
O Banco Central já precisou intervir com leilões que somaram US$ 1,11 bilhão em três dias para conter a alta do dólar. Mesmo assim, a moeda americana superou o teto do regime cambial, e o peso argentino se desvalorizou 10% somente em setembro.
O índice S&P Merval, que reúne as principais ações argentinas, caiu 15% em setembro, enquanto os títulos soberanos em dólar recuaram entre 21,5% e 30,7%.
O índice de risco-país subiu para 1.454 pontos-base, seu nível mais alto em um ano.
Milei atribui parte da turbulência à oposição, que, segundo ele, teria criado um “pânico político” nos mercados.
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