“Pin, pun, pan. Peace, peace, peace”, diz Maduro
Durante programa de TV, o ditador chavista misturou sons e frases desconexas em inglês ao falar de paz e guerra
O ditador venezuelano, Nicolás Maduro (foto), protagonizou na quinta, 4, mais uma cena constrangedora ao comentar o aumento da pressão do governo Trump por sua saída do país.
Durante seu programa de televisão, Maduro emitiu sons e alternou frases em inglês sobre “paz” e “guerra”.
“Pin, pun, pan. Peace, peace, peace. War, no war.”, afirmou.
Boné do MST
Maduro enviou na quinta, 4, uma mensagem misturando português e espanhol, ao MST, movimento brasileiro aliado ao projeto político radical do regime chavista.
“Muito obrigado, Brasil, muito obrigado, MST. A luta continua, a vitória é nossa. Viva a unidade do povo brasileiro, viva a unidade com o povo venezuelano. Povo do Brasil, saiam às ruas para apoiar a Venezuela em sua luta pela paz e soberania. Estou lhes dizendo toda a verdade: temos o direito à paz com soberania. Viva o Brasil”, disse o ditador durante um programa de televisão, no qual recebeu mais um boné do Movimento Sem Terra.
A declaração foi dada no mesmo dia em que as tropas americanas realizaram mais um ataque a uma embarcação em águas internacionais “operada por uma Organização Terrorista Designada”.
Desde 2 de setembro, os EUA atacaram 23 embarcações e eliminaram 87 “narcoterroristas”.
MST é tropa de choque de Maduro
Maduro e o MST têm uma relação umbilical, que transformou o movimento brasileiro na tropa de choque do ditador venezuelano.
Quando, em 2019, diplomatas do presidente interino Juan Guaidó ocuparam a embaixada da Venezuela em Brasília, após o governo brasileiro romper relações com Maduro, eles foram expulsos com ajuda do MST e do deputado federal Paulo Pimenta, ex-ministro da Secom de Lula.
O MST, então, ficou encarregado da vigilância na portaria da embaixada, obedecendo às ordens de Maduro.
Em 2014, o MST já tinha assinado um acordo com a ditadura de Maduro, com o objetivo de “fortalecer o que é fundamental em uma revolução socialista“.
Quem assinou a parceria foi o vice-presidente venezuelano na época, Elias Jaua, cuja babá foi presa com uma arma guardada em uma maleta tentando entrar no Brasil.
“Firmar esse convênio para incrementar a capacidade de intercâmbio de experiências, de formação, para fortalecer o que é fundamental em uma revolução socialista, que é a formação da consciência e da organização do povo para defender o que já foi conquistado e seguir avançando na construção de uma sociedade socialista“, disse Jaua durante a visita ao Brasil, em 2014.
Na Venezuela, Jaua era o responsável por financiar os diversos grupos armados que reprimiam o povo em prol da ditadura.
Leia na edição desta semana em Crusoé: Dançando com Maduro
Leia também: Crusoé: Uma mensagem de Maduro para o MST
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Ita
06.12.2025 11:19Acho que o MST deveria arregimentar seus participantes e ir para a Venezuela (em definitivo) participar como "bucha de canhão" na defesa do "quase podre".