Petro nomeia como ministro, pela cota de gênero, um ex ator pornô de identidade fluida. Justiça barra
O presidente da Colômbia criticou duramente essa suspensão, alegando que a decisão de um "juiz da Santa Inquisição" desconsiderava o direito do presidente de escolher seus ministros.
Em uma reunião de gabinete transmitida ao vivo na segunda-feira, 15 de setembro, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, gerou controvérsia ao afirmar que “uma grande mulher” é aquela que sabe utilizar “seu clitóris” e “seu cérebro”.
Durante a reunião, Petro comentava sobre uma decisão judicial que impediu temporariamente a nomeação de Juan Carlos Florián para o cargo de ministro da Igualdade de Gênero. Juan é um ex ator pornô que declara ter identidade fluída.
O representante do governo declarou que a autoidentificação de Florián deveria bastar para preencher a questão das cotas, mas o juiz responsável pela decisão argumentou que a escolha violava os princípios de paridade entre homens e mulheres estabelecidos no governo colombiano.
O presidente criticou duramente essa suspensão, alegando que a decisão de um “juiz da Santa Inquisição” desconsiderava o direito do presidente de escolher seus ministros.
Ele descreveu a anulação da nomeação de Florián como um “atropelo contra a liberdade humana”.
Em seguida, começou a comentar sobre identidade de gênero e órgãos sexuais, opinando: “Uma mulher livre faz o que bem entende com o seu clitóris e com o seu cérebro, e se souber combiná-los, será uma grande mulher”.
Reações
Embora nenhum dos ministros presentes tenha se manifestado publicamente sobre o assunto, as redes sociais rapidamente foram inundadas por reações.
Um usuário questionou a honra dos 11 milhões de eleitores que apoiaram Petro, enquanto outro destacou a aparente misoginia em suas palavras, indagando se essa visão sobre a liberdade feminina também se aplicava às filhas do presidente.
Outro internauta anotou: “Só no delirante e decadente mundo de Gustavo Petro o modo como utilizar o clitóris das mulheres é objeto de discussão numa reunião de ministros”.
A professora universitária Maria Cristina Hurtado escreveu: “Sou feminista social-democrata de esquerda, votei neste governo, lutei pelos direitos humanos das mulheres e da infância durante grande parte da minha vida; agora nos chamam de ‘feministas de direita por exigir que respeitem nossas conquistas, sou desrespeitada por alguém em quem votei”.
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