Petro culpa “extrema-direita” por “barbárie” no Rio
Presidente colombiano afirmou que Cláudio Castro "está seguindo os passos" do ex-presidente Jair Bolsonaro
Aliado de Lula, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro (foto), responsabilizou a “extrema-direita” pela alegada “barbárie” na megaoperação realizada na terça, 28, contra o Comando Vermelho nos complexos do Alemão e Penha, na zona Norte do Rio de Janeiro.
Em postagem no X, Petro comparou a ação policial à violência sistemática.
“A dor dos pobres. A barbárie é o denominador comum da extrema-direita, que se torna cada vez mais criminosa e semelhante aos nazistas. Eles acreditam que podem ordenar a sociedade pela força, por meio de massacres”
Em outra publicação, o presidente colombiano acrescentou: “Essa luta contra as gangues não passa de barbárie; o mundo da morte está tomando conta da política. Rio de Janeiro.”
Petro também criticou o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmando que ele está “seguindo os passos” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Seguindo os passos de Bolsonaro, Cláudio Castro, com sua polícia do Rio de Janeiro, deixou 132 mortos nas favelas do Rio. Operação semelhante à ocorrida na Comuna XIII, em Medellín.”
Alvo de sanções dos EUA
O governo Trump aplicou sanções a Petro, à primeira-dama, Verónica del Socorro Alcocer Garcia, ao filho mais velho, Nicolas Petro e ao ministro do Interior, Armando Benedetti, por envolvimento no “comércio global de drogas ilícitas”.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que Petro permitiu que os cartéis “prosperassem” na Colômbia.
“Desde que o presidente Gustavo Petro assumiu o poder, a produção de cocaína na Colômbia atingiu o ritmo mais rápido em décadas, inundando os Estados Unidos e envenenando os americanos”, afirmou.
“O presidente Petro permitiu que cartéis de drogas prosperassem e se recusou a impedir essa atividade. Hoje, o presidente Trump está tomando medidas enérgicas para proteger nossa nação e deixar claro que não toleraremos o tráfico de drogas para o nosso país”, continuou Bessent.
Dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) revelam que o cultivo de coca na Colômbia aumentou 10% em 2023, ano em que Petro assumiu o governo.
O crescimento representou um aumento potencial de 53% na produção de cocaína em relação a 2022.
Bens congelados
Os nomes de Petro, dos familiares e do ministro foram incluídos na lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) do Departamento do Tesouro.
Todos os bens das pessoas designadas que estejam nos Estados Unidos ou sob a posse de cidadãos americanos devem ser congelados.
“Além disso, quaisquer entidades que sejam de propriedade, direta ou indiretamente, individualmente ou em conjunto, em 50% ou mais, de uma ou mais pessoas bloqueadas também estão bloqueadas. A menos que autorizado por uma licença geral ou específica emitida pelo OFAC, ou isento, os regulamentos do OFAC geralmente proíbem todas as transações por cidadãos norte-americanos ou dentro (ou em trânsito) dos Estados Unidos que envolvam quaisquer bens ou interesses em bens de pessoas bloqueadas”, diz a nota do OFAC.
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Comentários (2)
Maglu Oliveira
30.10.2025 07:29Está revoltado porque perdeu parte dos "trabalhadores" brasileiros.
Marian
29.10.2025 22:24Falou quem acha que traficante é trabalhador.