Pesquisa aponta rápido crescimento do islamismo e queda do número de cristãos
O percentual de cristãos na população mundial diminuiu 1,8 pontos percentuais, caindo para 28,8%. Por outro lado, o islamismo tem demonstrado um crescimento robusto
Uma recente análise realizada pelo Pew Research Center indica que, embora o cristianismo mantenha sua posição como a maior religião do mundo, enfrenta desafios significativos.
A pesquisa, que se baseia em mais de 2700 censos e questionários globais, sugere que a Igreja Católica pode perder sua posição predominante nas próximas décadas.
Em 2020, o cristianismo contava com cerca de 2,3 bilhões de fiéis, representando um aumento de 122 milhões desde 2010, impulsionado principalmente pelo crescimento da população cristã na África.
O número de cristãos na região sul do Saara cresceu de aproximadamente 530 milhões em 2010 para quase 700 milhões em 2020.
Esse crescimento acentuado levou muitos católicos a clamarem por um líder religioso africano durante a última eleição papal.
No entanto, o percentual de cristãos na população mundial diminuiu 1,8 pontos percentuais, caindo para 28,8%.
Essa redução reflete o crescimento populacional global mais acelerado do que o aumento no número de adeptos do cristianismo, especialmente em países industrializados onde a religião tem enfrentado crescente concorrência.
A Europa, por exemplo, registrou uma queda significativa no número de cristãos, com quase 50 milhões a menos nos últimos anos.
Analistas observam que, quanto mais industrializado é um país, mais desafiadora se torna a manutenção da religião.
Queda do número de cristãos
Percebe-se também um fenômeno de “ruptura geracional” em tais sociedades: enquanto os pais ainda frequentam igrejas, seus filhos muitas vezes optam por se afastar da prática religiosa.
Os dados mostram alta taxa de desligamento na Igreja Católica nos Estados Unidos e na Alemanha — países com alto grau de industrialização.
Nos EUA, a proporção de cristãos caiu de 78,3% em 2010 para 64% em 2020; na Alemanha, a redução foi de 62,2% para 56,2%. Ao mesmo tempo, a Europa viu uma perda total de quase 50 milhões de cristãos, mesmo com o crescimento da população no continente.
A situação é semelhante na Suíça. De acordo com dados do Escritório Federal de Estatística, em 2010 os cristãos representavam 66,6% da população suíça nas igrejas estabelecidas (católicos e reformados). Atualmente, os sem religião superaram os católicos.
Crescimento do islamismo
Por outro lado, o islamismo tem demonstrado um crescimento robusto. Com um aumento global de 347 milhões de muçulmanos ou 1,8%, o número total alcançou cerca de dois bilhões em 2020, representando 25,6% da população mundial.
O crescimento da religião islâmica é fortemente influenciado pela alta taxa de natalidade em países onde ele é predominante; por exemplo, na Somália as mulheres têm em média seis filhos cada uma — muito acima da taxa de natalidade de países ricos do Ocidente, que é cerca de 1,3 filhos por mulher.
A previsão do Pew Research Center sugere que até 2070 o número de muçulmanos poderá igualar-se ao número de cristãos.
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Comentários (1)
Rosa
18.06.2025 12:52Que bom ser velha, não verei isso acontecer....