Parque aquático fecha e dúvida se instala sobre eutanásia em massa ou envio para a China de 30 belugas e 2 orcas
O encerramento de parques aquáticos em várias partes do mundo tem deixado muitos cetáceos em uma situação delicada.
O encerramento de parques aquáticos em várias partes do mundo tem deixado muitos cetáceos em uma situação delicada. No Canadá, por exemplo, as 30 belugas do Marineland enfrentam um futuro incerto após o fechamento do parque em 2024.
As dificuldades em encontrar um lar adequado para esses animais devem-se, em parte, às limitações das leis de bem-estar animal que não oferecem soluções claras quando essas instalações encerram suas atividades.
Atualmente, o destino mais comum para realocar esses cetáceos são os parques aquáticos na China, onde as normativas são menos rigorosas quanto à proteção animal. Esse país abriga mais de 1.300 cetáceos distribuídos em cerca de 99 parques.
No entanto, organizações de bem-estar animal criticam essa prática, argumentando que, embora se busque resolver um problema local, perpetua-se o ciclo de exploração em outro lugar.
Por que fechar parques aquáticos na Europa nem sempre garante o bem-estar dos cetáceos?
Ainda que países como França e Espanha tenham implementado leis para limitar o uso de cetáceos em espetáculos, o problema persiste porque essas legislações nem sempre contemplam o futuro dos animais após o fechamento dos parques.
As orcas no Marineland de Antibes, na França, são um exemplo de como ficam presas em um limbo. Apesar do fechamento do parque, não foram realocadas, o que as deixa na mesma situação precária sem solução à vista.
O interesse em proteger esses animais tem levado à discussão sobre a criação de santuários naturais. No entanto, esses projetos são complexos e requerem mais do que uma simples autorização governamental.
No Canadá, está sendo discutida a criação de um santuário em Port Hilford, Nova Escócia, mas este poderia abrigar um número limitado de cetáceos, o que não resolveria completamente o problema.
La orca Wikie y su hijo Keijo viven abandonadas en el parque Marineland Antibes, en el sudeste de Francia, que cerró sus puertas definitivamente en enero de este año.
— Ibon Perez (@IbonPerezTV) June 15, 2025
La calidad del agua está deteriorándose.
Van a morir debido a la inacción del Gobierno
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Alternativas à exportação de cetáceos para a China
Diante da negativa do governo canadense em permitir o envio das belugas para a China, onde as condições de bem-estar animal podem ser precárias, é necessário buscar soluções mais viáveis e éticas.
Uma das alternativas é fornecer apoio financeiro para manter os cetáceos em instalações adequadas no Canadá, mas isso requer cooperação e disposição dos proprietários desses centros aquáticos.
A situação das belugas do Marineland Canadá destaca a falta de planejamento a longo prazo para o bem-estar dos cetáceos nos parques aquáticos.
A necessidade de adotar medidas mais estritas e coordenadas em nível internacional é evidente para garantir que o fechamento desses parques não resulte em um detrimento para os animais afetados.
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É viável o estabelecimento de santuários marinhos?
O conceito de santuários marinhos como refúgio para cetáceos libertados da cativeiro começa a ganhar força, no entanto, implementar esses projetos enfrenta múltiplos desafios.
Do ponto de vista logístico, requer um cuidadoso equilíbrio entre o bem-estar dos animais e as implicações ambientais. Além disso, é necessária uma cooperação interinstitucional para a obtenção das permissões necessárias.
Os esforços para encontrar um refúgio seguro para as belugas do Marineland continuam, em meio a um complexo jogo de interesses e preocupações com o cuidado animal.
A ministra canadense, Joanne Thompson, mostrou-se aberta para avaliar novas propostas, priorizando as soluções que realmente beneficiem os cetáceos, enquanto as organizações e a cidadania mantêm a pressão para encontrar uma resolução definitiva que respeite o valor e a dignidade da vida animal.
Les dauphins du Marineland transférés au zoo de Beauval dans des bassins dont les coûts sont évalué à 25 millions d'euros par Beauval ? "On interdit d'abord, on pense après"
— RTL France (@RTLFrance) November 10, 2025
"Un point c'est tout" avec @isabellesaporta au micro de Jérôme Florin dans #RTLPetitMatin pic.twitter.com/Rt8Ndx3Byi
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