Paris: Macron recebe presidente interino da Síria
Governo francês destacou que Macron reafirmará o apoio da França à construção de uma "nova Síria", enfatizando a necessidade de um país livre e estável que respeite todas as suas comunidades
O presidente interino da Síria, Ahmed al-Sharaa, realizou sua primeira visita à Europa nesta quarta-feira, 7 de maio, a convite do presidente francês Emmanuel Macron.
Esta viagem, marcada por controvérsias, ocorre em um momento crítico, onde crescem as denúncias de abusos contra minorias na Síria.
Al-Sharaa, que tem um passado como ex-djihadista, é alvo de críticas severas, especialmente por parte do partido de direita francês, Rassemblement National (RN), que questiona sua capacidade de governar e controlar os grupos radicais que compõem sua coalizão.
Esses grupos foram fundamentais na derrubada do regime de Bachar el-Assad em 8 de dezembro passado, e a escalada de violência contra minorias religiosas e étnicas gera preocupações sobre a estabilidade da nova administração.
Durante o anúncio da visita, o governo francês destacou que Macron reafirmará o apoio da França à construção de uma “nova Síria”, enfatizando a necessidade de um país livre e estável que respeite todas as suas comunidades.
O presidente francês também abordará questões críticas como a estabilização da região, incluindo o Líbano, e a luta contínua contra o terrorismo.
Macron recebe Merz
Antes da visita de Ahmed al-Sharaa, Emmanuel Macron havia recebido o novo chanceler alemão Friedrich Merz,
O foco principal da reunião girou em torno da necessidade de “restabelecer um reflexo franco-alemão em diversas áreas”, embora as iniciativas anunciadas ainda careçam de detalhes mais substanciais.
A criação de um Conselho de Defesa e Segurança Franco-Alemão se destacou como uma das propostas mais significativas, acompanhada por um “programa franco-alemão de inovação em defesa” destinado a impulsionar inovações cruciais para a guerra do futuro.
Os líderes publicaram uma declaração conjunta em vários veículos de comunicação, ressaltando a percepção comum de que o mundo enfrenta uma realidade hostil e insegura, o que justifica uma maior unidade entre os países.
Durante a coletiva de imprensa, uma questão relevante sobre os mísseis Taurus (de longo alcance) destinados à Ucrânia surgiu.
Surpreendentemente, Macron foi o único a comentar sobre este tema delicado, enquanto Merz manteve-se em silêncio.
O presidente francês reafirmou que cabe ao chanceler tomar decisões soberanas e adequadas para sua nação, apoiando sua intenção de criar uma ambiguidade estratégica.
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