Paquistão pede a Trump que estenda prazo em duas semanas para Irã fechar acordo
Primeiro-ministro paquistanês solicitou ao regime iraniano que reabra o Estreito de Ormuz como "gesto de boa vontade"
Mediador na guerra, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, pediu ao presidente americano, Donald Trump, que estenda por duas semanas o prazo para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz.
Sharif também solicitou que o regime iraniano reabra a rota marítima como um “gesto de boa vontade”.
“Os esforços diplomáticos para uma solução pacífica da guerra em curso no Oriente Médio estão progredindo de forma constante, firme e eficaz, com potencial para alcançar resultados substanciais em um futuro próximo. Para permitir que a diplomacia siga seu curso, solicito encarecidamente ao Presidente Trump que estenda o prazo por duas semanas. O Paquistão, com toda sinceridade, solicita aos irmãos iranianos que abram o Estreito de Ormuz por um período correspondente de duas semanas, como gesto de boa vontade. Exortamos também todas as partes beligerantes a observarem um cessar-fogo em todos os lugares por duas semanas, para permitir que a diplomacia alcance o fim definitivo da guerra, no interesse da paz e da estabilidade a longo prazo na região”, escreveu Sharif, em sua conta no X.
Ultimato
Trump estabeleceu um prazo até a noite desta terça para que os iranianos reabram o Estreito e Ormuz e afirmou que “uma civilização inteira morrerá esta noite“.
“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, em que mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer. Quem sabe? Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!”, escreveu o presidente americano na rede Truth Social.
O embaixador do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), Amir-Saeid Iravani, afirmou que as ameaças de Trump configuram “incitação a crimes de guerra e potencial genocídio” e que Teerã responderá de forma “imediata e proporcional” caso os Estados Unidos decidam atacar conforme prometeram.
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