País do Oriente Médio investe US$ 8,4 bilhões em usina de 4 GW capaz de produzir 600 toneladas de hidrogênio por dia
Complexo saudita combina geração solar e eólica, eletrólise e produção de amônia verde em escala industrial.
O hidrogênio produzido pelo complexo da NEOM, na Arábia Saudita, virá de até 4 GW de energia solar e eólica. Com investimento de US$ 8,4 bilhões, a instalação foi projetada para alcançar 600 toneladas diárias após concluir testes e comissionamento industrial.
O que é o complexo de hidrogênio da NEOM?
O empreendimento fica em Oxagon, região industrial da NEOM no noroeste da Arábia Saudita. A NEOM Green Hydrogen Company reúne NEOM, ACWA Power e Air Products em uma sociedade com participações iguais.
A estrutura integra geração renovável, transmissão, eletrólise, separação de nitrogênio, síntese de amônia e instalações de exportação. O investimento de US$ 8,4 bilhões inclui financiamento para construir um sistema completo, não apenas os eletrolisadores que separam as moléculas de água.

Como a usina produz hidrogênio usando sol e vento?
Parques solares e eólicos fornecerão eletricidade aos eletrolisadores, equipamentos que dividem água em hidrogênio e oxigênio. O hidrogênio verde recebe essa classificação quando a eletrólise utiliza energia renovável, reduzindo as emissões associadas à produção convencional baseada em combustíveis fósseis.
Depois da eletrólise, o hidrogênio será combinado com nitrogênio para formar amônia verde. A transformação facilita armazenamento e transporte marítimo, porque a amônia pode ser movimentada como líquido e posteriormente usada diretamente ou reconvertida conforme a aplicação industrial.
O processo conecta cinco estruturas principais dentro do mesmo complexo:
O que significam os 4 GW e as 600 toneladas por dia?
Os 4 GW representam a capacidade combinada planejada de geração solar e eólica dedicada ao projeto. Já as 600 toneladas diárias correspondem à produção máxima projetada de hidrogênio quando todas as unidades estiverem comissionadas e operando nas condições previstas.
No fim de 2025, a companhia informou 90% de conclusão e transição da construção para testes e comissionamento. Em março de 2026, a atualização oficial mantinha 90% no conjunto das obras e cerca de 95% nos ativos renováveis, com o primeiro produto previsto para 2027.
Os principais números se referem a partes diferentes do empreendimento:
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Por que esse projeto importa para a indústria?
O complexo tenta levar a eletrólise renovável a uma escala compatível com transporte pesado, fertilizantes, navegação e outras atividades difíceis de eletrificar diretamente. A produção de amônia também cria uma rota de exportação para regiões que não possuem energia renovável abundante perto dos centros consumidores.
A escala anunciada ainda precisa ser comprovada na operação contínua. Eficiência dos eletrolisadores, disponibilidade de água tratada, desempenho dos parques renováveis, segurança da amônia, custos logísticos e demanda internacional determinarão se a capacidade de 600 toneladas diárias será alcançada de forma econômica e regular.
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