“Os processos de transição democrática não são lineares nem simples”
Vencedor da última eleição presidencial na Venezuela, segundo as atas de votação disponíveis, González projeta serenidade à espera de Trump
Vencedor da última eleição presidencial na Venezuela, segundo as atas de votação disponíveis, Edmundo González Urrutia (à direita na foto) projetou serenidade ao registrar em seu perfil no X encontro com o ex-presidente do governo espanhol Felipe González (à esquerda na foto).
“Os processos de transição democrática não são lineares nem simples. Requerem experiência, perspectiva histórica e a capacidade de distinguir entre o urgente e o essencial. A democracia se constrói sobre princípios firmes e decisões responsáveis, mesmo nos contextos mais complexos. Obrigado, Felipe, pela ótima conversa!”, diz a postagem do venezuelano.
González está asilado na Espanha desde setembro de 2024, para onde foi após passar dias refugiado na Embaixada da Espanha em Caracas, diante das ameaças e perseguições do regime venezuelano, que fraudou a eleição daquele ano para Nicolás Maduro permanecer no poder.
A oposição ao regime, liderada por María Corina Machado, tem a expectativa de que, após a captura de Maduro pelas forças americanas, González possa assumir o governo, mas a gestão de Donald Trump já avisou que pretende comandar a Venezuela por tempo indeterminado.
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Nobel da Paz
A vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o país interinamente e convidou os Estados Unidos para “trabalhar em agenda de cooperação” rapidamente, o que deixou sugerido que Maduro foi entregue por aliados aos americanos como forma de barganha para permanecer no poder.
María Corina, que também não está na Venezuela, tem feito gestos para Trump nos últimos dias.
Em entrevista à emissora americana Fox News na noite de segunda-feira, 5, ela chegou a dizer que pretende dividir seu prêmio Nobel da Paz com o presidente americano, que fez campanha aberta pela honraria, mas foi preterido pela líder da oposição venezuelana.
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