“Os Estados Unidos são, obviamente, um aliado”
Presidente da Comissão Europeia diz que EUA seguem como "aliado óbvio", apesar de Trump
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen (foto), afirmou neste domingo, 9, que os Estados Unidos seguem como um “aliado óbvio” da União Europeia, apesar das diferenças com o governo de Donald Trump.
“Minha posição é muito clara. Os Estados Unidos são, obviamente, um aliado”, disse Von der Leyen em entrevista coletiva. Segundo ela, a relação da UE com os EUA é “completamente diferente” da que o bloco mantém com a China. “Somos aliados, e isso significa que cada lado precisa assumir suas responsabilidades”, acrescentou.
Além de reforçar a parceria com Washington, Von der Leyen voltou a defender um aumento expressivo nos investimentos em defesa no bloco europeu. Ela destacou o apoio dos líderes da UE ao plano “Rearmar a Europa”, que busca mobilizar cerca de 800 bilhões de euros (R$ 4,6 trilhões) para o setor, embora ainda sem um prazo definido.
“Esse apoio é um marco histórico. Pode ser a base para uma União Europeia da Defesa. Precisamos de uma ação conjunta, com compras em comum”, afirmou.
Para acompanhar os avanços no setor, Von der Leyen anunciou a criação do “Colégio de Segurança”, uma série de reuniões com os comissários europeus para monitorar questões como energia, defesa e segurança cibernética.
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ReArm Europe
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, detalhou na semana passada seu plano para rearmar a Europa. Os esforços financeiros vão totalizar 800 bilhões de euros.
Von der Leyen resumiu o plano em quatro eixos principais:
- Mais espaço fiscal para financiamento público nacional para defesa através da cláusula de escape
- Um novo instrumento para empréstimos aos países da União Europeia para as capacidades de defesa mais necessárias
- Utilização mais flexível do financiamento da União Europeia para investimentos na defesa
- Mais capital privado mobilizado através da União de Poupança e Investimento e do Banco Europeu de Investimento
“Nas várias reuniões das últimas semanas, mais recentemente há dois dias em Londres, a resposta das capitais europeias tem sido tão retumbante quanto clara: estamos em uma era de rearmamento”, discursou a presidente da Comissão Europeia ao detalhar seu plano.
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