Organizações chinesas investigadas em esquema de maconha ilegal nos EUA
Audiência no Congresso aponta uso de WeChat e lavagem de dinheiro em bancos chineses
Deputados americanos realizaram audiência para investigar o avanço de organizações criminosas de origem chinesa no cultivo e na distribuição de maconha ilegal em diversos estados.
A sessão foi conduzida pela Subcomissão de Supervisão, Investigações e Accountability da Câmara dos deputados dos EUA.
O diretor da agência antidrogas de Oklahoma, Donnie Anderson, afirmou que investigações estaduais identificaram grupos formados por cidadãos chineses operando fazendas de maconha por meio de laranjas e documentação fraudulenta.
Ele disse que parte do dinheiro dessas atividades foi rastreada até transferências feitas pelo Bank of China.
O ex-agente da DEA Christopher Urben relatou que esses grupos usam o aplicativo WeChat para coordenar operações e movimentar recursos.
Para ele, o fato de a plataforma estar sediada na China dificulta o acesso da polícia americana às mensagens e transações.
A FinCEN, unidade do Departamento do Tesouro, informou que detectou aproximadamente US$ 312 bilhões em movimentações financeiras suspeitas envolvendo redes de lavagem de dinheiro com participação de cidadãos chineses entre 2020 e 2024.
O órgão alertou bancos americanos a reforçarem a vigilância sobre esse tipo de operação.
Um relatório do Comitê Seleto sobre a Competição Estratégica com o Partido Comunista Chinês registrou que empresas químicas instaladas na China receberam incentivos fiscais para exportar substâncias usadas na produção de fentanil.
O documento não atribui responsabilidade direta ao governo chinês, mas aponta que os benefícios estavam previstos em regulamentos oficiais.
Paralelamente, os Estados Unidos ampliaram a resposta contra o narcotráfico internacional.
Cartéis mexicanos foram incluídos na lista de organizações terroristas estrangeiras, e forças militares atacaram embarcações ligadas ao tráfico partindo da Venezuela.
Os relatos de Anderson, Urben e do jurista Paul Larkin, além de documentos oficiais do Congresso e do Tesouro, fundamentam as conclusões apresentadas.
Para autoridades americanas, a presença de grupos criminosos de cidadãos chineses em território americano representa não apenas um problema policial, mas também uma ameaça à segurança nacional.
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Comentários (1)
Marian
25.09.2025 13:25O combate ao narcotráfico urge. A droga elimina principalmente jovens silenciosamente.