ONG de Soros repassou US$ 80 milhões a grupos pró-violência, diz relatório; fundação nega
Think tank acusa fundação de bilionário de financiar entidades ligadas a protestos violentos e manuais pró-Hamas
Um relatório do Capital Research Center levantou que George Soros, por meio da Open Society Foundations, destinou mais de US$ 80 milhões desde 2016 a organizações que, segundo o documento, exaltam terroristas ou incentivam ações que se enquadram na definição de terrorismo doméstico da polícia federal dos EUA.
Em nota, a OSF afirmou que não financia terrorismo, que suas atividades são pacíficas e legais e que seus beneficiários devem cumprir a lei e princípios de direitos humanos.
O relatório aponta que, desde 2020, a OSF repassou US$ 400 mil ao Center for Third World Organizing (CTWO).
Segundo o documento, o CTWO reúne grupos como a Ruckus Society e a BlackOUT Collective e promove treinamentos de “ação direta” que incluem táticas “fora da lei”.
O levantamento diz que essa rede coassinou um manual “pró-Hamas” que glorifica os ataques de 7 de outubro e remete a manuais que defendem bloqueios e destruição de propriedade.
De acordo com o levantamento, a OSF também destinou US$ 18 milhões ao Movement for Black Lives (M4BL) e US$ 1,85 milhão à Dream Defenders, entidades citadas como colaboradoras do guia mencionado.
O relatório afirma que as duas organizações adotam repertórios de protesto que, na avaliação do CRC, cruzam fronteiras legais e entram no campo de “terrorismo doméstico” definido pelo FBI.
Outro grupo citado é o Dissenters, que teria recebido US$ 200 mil da ONG da família Soros.
O relatório diz que a organização endossa a coalizão Shut It Down for Palestine, que prega bloqueios de pontes e rodovias e ações contra fabricantes de armas, e que mantém parceria com a National War Tax Resistance Coordinating Committee para orientar ativistas a evitar o pagamento de tributos destinados à defesa nacional.
Procurada pelo relatório, a rede afirmou concordar com a luta contra o financiamento da guerra.
O documento ainda relata que a Sunrise Movement recebeu ao menos US$ 2 milhões da OSF e que o grupo impulsionou a coalizão Stop Cop City/Defend the Atlanta Forest.
Segundo o CRC, dezenas de integrantes da coalizão respondem a acusações de terrorismo doméstico e a ações por associação criminosa no estado da Geórgia por atos como incêndio, depredação e agressões a policiais.
A ONG contestou as acusações.
“A Open Society Foundations não financia terrorismo; nossas atividades são pacíficas e legais”, disse a fundação, acrescentando que seu trabalho “se dedica a fortalecer a democracia americana e as liberdades constitucionais”, disse a entidade.
Ela afirma que seus repasses são públicos e condicionados à conformidade legal de cada beneficiário.
Em agosto, o presidente Donald Trump defendeu que George Soros e seu filho, Alex, fossem alvo de acusações sob a lei RICO, que trata de organizações criminosas.
Na quinta, 18, Trump anunciou em rede social que designará o movimento antifa como “organização terrorista”.
Na Câmara dos EUA, o deputado Chip Roy pediu, em 11 de setembro, a criação de um comitê especial para investigar “o dinheiro, a influência e o poder por trás do assalto da extrema esquerda ao Estado de Direito”.
O pedido menciona grupos de financiamento filantrópico e redes de ativismo identificadas pelo relatório do CRC.
O Capital Research Center, autor do documento, é um think tank sediado em Washington.
A entidade afirma ter compilado os valores a partir de bases de dados de doadores e registros fiscais, incluindo repasses via entidades patrocinadoras.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Fabio B
22.09.2025 14:40Dinheiro de fora vinda para criar caos social, como a gente deve tratar questões de segurança, leis em geral e até mesmo exploração dos nossos recursos naturais, deveria ser proibido, deveria ser crime.