Onda de protestos na França tem invasão do Ministério da Economia e prisões
As autoridades estimam que entre 600 mil e 900 mil pessoas possam ainda se envolver nas manifestações. Há também preocupações com a presença de grupos radicais violentos
Noventa e quatro pessoas foram presas na França, incluindo 15 em Paris, na manhã desta quinta-feira, como parte da greve e dos protestos de 18 de setembro. Uma avaliação inicial positiva, já que as autoridades policiais preveem ondas de violência.
Laurent Nuñez, chefe da polícia de Paris, disse à AFP na quarta-feira, 17, que estava “muito preocupado”, explicando que tinha informações sobre a intenção de centenas, até milhares de radicais, de se infiltrarem na marcha sindical para “combater e destruir”.
Até o meio-dia, o total era de “476 ações”, incluindo 341 ações em vias públicas e 135 bloqueios, segundo o ministro do Interior, Bruno Retailleau, que relata “20 incêndios em vias públicas”.Mesmo assim, segundo Retailleau, a mobilização em todo o país se mostrou menos intensa do que o esperado,
Entre os eventos ocorridos, foram registradas várias tentativas de obstrução em escolas, com 22 liceus afetados por bloqueios.
As mensagens nas faixas eram variadas e expressavam uma gama de preocupações sociais e políticas, incluindo apelos como “Taxar os ricos, salvar as abelhas” e “Juventude revoltada contra a violência”.
Nas últimas horas, manifestantes entraram no Ministério da Economia, pedindo greve por tempo indeterminado.
As autoridades estimam que entre 600 mil e 900 mil pessoas possam ainda se envolver nas manifestações. Há também preocupações com a presença de grupos radicais violentos que poderiam tentar desestabilizar os protestos.
O ministro Retailleau comentou sobre esses indivíduos durante sua visita à porta de Orleans em Paris pela manhã, afirmando que eles desejam desvirtuar a expressão legítima dos manifestantes. Ele enfatizou que as forças de segurança devem ser reativas e prontas para agir em caso de vandalismo ou ameaças à segurança pública.
Uma única ação de sabotagem foi reportada na Martinica, onde uma válvula de distribuição de água foi fechada em La Trinité, afetando cerca de 150 mil habitantes antes que o fornecimento fosse restabelecido.
Algumas manifestações fizeram alusão ao conflito israelo-palestino. Em Marselha, manifestantes se reuniram diante da fábrica Eurolinks, que produz material militar; no entanto, não impediram os trabalhadores de acessar o local. Cartazes continham frases como “Fechar a fábrica genocida”, referindo-se às acusações sobre fornecimento de armamento para o exército israelense — acusações negadas pela empresa.
A atividade continuou com o início das grandes manifestações em cidades como Marselha e Nantes ao longo da manhã. Antes do meio-dia, a polícia de Marselha contabilizava cerca de 13 mil participantes.
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Comentários (1)
Annie
18.09.2025 10:41Plantaram agora estão colhendo.