Oncologista diz que Biden já tinha câncer durante o mandato
Oncologista Ezekiel Emanuel afirmou que o ex-presidente dos EUA já convivia com a doença desde o início da presidência
O oncologista Ezekiel Emanuel, ex-assessor médico do governo Biden e um dos criadores do chamado Obamacare, afirmou que o ex-presidente provavelmente já estava com câncer de próstata desde o começo de seu mandato, iniciado em janeiro de 2021.
A declaração foi feita em entrevista ao programa Morning Joe, da MSNBC, após a confirmação oficial do diagnóstico de Joe Biden, portador de um câncer de próstata agressivo com metástase óssea.
Segundo o médico, o estágio avançado da doença indica que ela estava presente “há vários anos”. “Ele não desenvolveu isso nos últimos 100 ou 200 dias. Ele provavelmente já tinha [o câncer] no início da presidência. Não creio que haja discordância sobre isso”, afirmou Emanuel.
O escore de Gleason 9, classificado como Grau 5, representa o nível mais agressivo na escala utilizada para avaliar o câncer de próstata.
A assessoria de Biden divulgou no domingo, 18, que o ex-presidente, de 82 anos, está em tratamento.
De acordo com os médicos, o câncer permite terapias como bloqueio hormonal, radioterapia e quimioterapia. O câncer de próstata metastático não é considerado curável, mas há casos em que os pacientes vivem entre 15 e 20 anos após o diagnóstico.
Emanuel também expressou preocupação com a possibilidade de exames terem sido omitidos.
“Se ele não fez [o exame de PSA], é surpreendente. Se fez e os resultados não foram divulgados, isso é preocupante”, disse o oncologista.
Ele lembrou que presidentes anteriores, como Barack Obama e George W. Bush, realizaram exames regulares e divulgaram os resultados.
Emanuel comparou a situação à falta de transparência nos relatórios médicos de Donald Trump durante a pandemia de Covid-19.
A revelação do diagnóstico de Biden gerou reações variadas nos Estados Unidos. Enquanto aliados políticos, como Kamala Harris, expressaram apoio público, opositores questionaram a ausência de informações sobre a saúde do então presidente ao longo do mandato.
O vice-presidente americano J.D. Vance, por exemplo, criticou o que chamou de “falta de transparência” do governo Biden.
A legislação norte-americana não obriga presidentes a divulgarem seus prontuários médicos, mas há uma tradição de comunicação regular sobre a saúde dos ocupantes da Casa Branca.
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