O que a Rússia quer na África?
"A presença russa na África continua a crescer e estamos comprometidos em ampliar nossa cooperação em várias frentes com os países africanos", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov
Fontes diplomáticas e de segurança confirmaram à AFP, neste domingo, 8 de junho, que os elementos do grupo Wagner serão integrados ao novo corpo militar denominado Africa Corps, que opera sob a égide do Ministério da Defesa da Rússia.
No dia 9 de junho, o Kremlin expressou seu desejo de fortalecer os laços militares com nações africanas, em meio ao anúncio da retirada do grupo paramilitar Wagner do Mali.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, durante uma coletiva de imprensa, declarou que “a presença russa na África continua a crescer e estamos comprometidos em ampliar nossa cooperação em várias frentes com os países africanos”.
Peskov destacou que, embora a ênfase seja colocada em investimentos econômicos, essa colaboração também abrange áreas sensíveis ligadas à defesa e segurança.
Quando questionado sobre a continuidade da presença russa no continente após a saída do Wagner do Mali, o porta-voz não fez comentários diretos sobre o afastamento do grupo, que atuou na região desde 2021.
Desde que uma junta militar liderada pelo general Assimi Goïta tomou o poder após dois golpes de Estado em 2020 e 2021, o Mali abandonou sua aliança com a França, antiga potência colonial, e se voltou para a Rússia tanto militar quanto politicamente, incluindo a contratação dos serviços do grupo Wagner.
A Rússia tem buscado um reposicionamento significativo em suas relações com parceiros asiáticos, africanos e árabes desde o início de sua ofensiva militar na Ucrânia em 2022, além das sanções econômicas severas impostas pela comunidade ocidental.
Historicamente um ator relevante na África durante o período soviético, a Rússia tem se esforçado para reforçar sua influência em vários países africanos.
Sua retórica contra o “neocolonialismo” e a promoção de um “ordem mundial mais justa” ressoam entre líderes africanos, refletindo um aumento no apoio à presença russa no continente.
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Comentários (1)
Marian
09.06.2025 18:03Quer algo da África mesmo?