O mundo está mais seguro ou à beira de novos conflitos?
Newt Gingrich aponta mudanças no papel dos Estados Unidos em crises internacionais
O ex-presidente da câmara dos deputados dos Estados Unidos, Newt Gingrich, afirmou que os primeiros 100 dias do atual governo marcaram uma virada na política externa americana.
Segundo ele, o país tem adotado uma postura mais direta e agressiva em relação a ameaças globais, especialmente no Oriente Médio e na guerra da Ucrânia.
Gingrich ressaltou que, logo nos primeiros dias de mandato, o governo conseguiu conter a crise migratória na fronteira sul, retirando o tema das manchetes. Com isso, foi possível concentrar esforços em questões de segurança internacional.
Na avaliação do ex-parlamentar, Israel recebeu o aval para concluir operações militares contra o Hamas, enquanto os Estados Unidos ampliaram ações contra os Houthis, grupo armado financiado pelo Irã.
Para Gingrich, a movimentação de bombardeiros americanos para o Oceano Índico representa um aviso claro a Teerã: ou o regime desiste de seu programa nuclear, ou enfrentará uma ofensiva militar.
Gingrich também relacionou a política de produção energética à estratégia geopolítica. Com o aumento da produção doméstica de petróleo, os Estados Unidos reduzem sua dependência externa e ao mesmo tempo pressionam financeiramente regimes adversários, como Irã e Rússia.
A visita programada do presidente americano à Arábia Saudita foi interpretada por Gingrich como um sinal de que Washington e Riad estão alinhados na contenção da influência iraniana.
Ele afirmou ainda que a expectativa é de que os Acordos de Abraão sejam ampliados, fortalecendo a aproximação diplomática entre Israel e países árabes.
Sobre a guerra na Ucrânia, Gingrich declarou que Vladimir Putin pode ter interpretado a postura inicial do presidente americano como paciência estratégica, mas que essa avaliação mudou.
Segundo ele, a crítica pública feita por Washington ao bombardeio de Kiev marca uma inflexão no discurso oficial, com possível endurecimento nas ações contra Moscou.
Em outra análise, veiculada também na FoxNews, o general Jack Keane afirmou que a Rússia rejeitou propostas de cessar-fogo e continua bombardeando infraestruturas civis na Ucrânia.
Segundo ele, se não houver avanço nas negociações, os Estados Unidos precisarão adotar sanções mais duras e reforçar o apoio militar à Ucrânia.
Gingrich encerrou apontando que, além das ações externas, a economia americana tem recebido aportes significativos, como o investimento de US$ 90 bilhões de duas farmacêuticas suíças em fábricas nos Estados Unidos.
Ele afirmou que esse é apenas um entre muitos anúncios que compõem um novo ciclo de industrialização no país.
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Comentários (1)
Fabio B
25.04.2025 08:51A ordem mundial que nasceu depois da Segunda Guerra já era. Hoje, quem não tiver força pra se proteger, vai acabar sendo engolido. A regra do jogo voltou a ser a da selva: manda quem pode, obedece quem é fraco. E o Brasil, com toda sua passividade estratégica, vai seguir achando que neutralidade e diplomacia bastam? Quanto tempo até algum país (provavelmente os Estados Unidos) dizer que estamos “incapazes” de cuidar da Amazônia e que, por isso, precisam intervir “em nome do planeta”? Pode soar alarmista, mas com essa nova doutrina de intervenção preventiva e guerra por causa “ambiental”, não é difícil imaginar. E olha, se for pra escolher entre uma potência internacional com plano de ação e o narcotráfico aqui dominando de centros urbanos a floresta, não sei se prefiro os bandidos de dentro ou os de fora...