O lulismo de Trump contra o presidente do Fed
Presidente americano criticou Jerome Powell após quarta manutenção consecutiva da taxa de juros na faixa de 4,25 a 4,5% ao ano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell (foto), pela decisão de manter a taxa de juros do país na faixa de 4,25% a 4,50% por ano pela quarta vez consecutiva.
Ele afirmou que “Powell e todo o seu conselho deveriam se envergonhar” pela decisão.
“Jerome “Too Late” Powell e todo o seu Conselho deveriam se envergonhar por permitir que isso acontecesse com os Estados Unidos. Eles têm um dos empregos mais fáceis, porém mais prestigiosos, dos Estados Unidos, e eles FALHARAM— e continuam falhando”, escreveu em sua rede Truth Social.
Trump compartilhou uma lista comparando as taxa de juros aplicadas em diferentes países no mundo, apontando que os Estados Unidos ocupam a 35ª posição no ranking global, mas deveriam estar entre os seis primeiros, na faixa de 1,75% por ano.
Repetindo a retórica do presidente Lula (PT), o republicano alegou que o Fed, “se estivesse fazendo seu trabalho corretamente”, faria os Estados Unidos economizarem “trilhões de dólares de juros”. atrapalha a economia do país.
“Se estivessem fazendo seu trabalho corretamente, nosso país estaria economizando trilhões de dólares em juros. O Conselho apenas fica sentado assistindo, então eles são igualmente culpados. Deveríamos estar pagando juros de 1%, ou mais”, acrescentou.
As críticas de Trump a Powell tiveram início em abril, quando o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, havia ventilado a possibilidade do presidente americano remover Powell do cargo.
No entanto, a demissão do presidente do Fed só é permitida “por justa causa”. Especialistas interpretam essa cláusula de maneira restritiva, aplicável apenas em casos de má conduta ou incapacidade, não abrangendo divergências políticas.
Historicamente, nenhum presidente do Fed foi destituído por um chefe da Casa Branca.
Comunicado do Fed
Na divulgação da ata que manteve a taxa de juros americanos na faixa de 4,25% a 4,50%, o Fed mencionou a inflação “relativamente elevada” e a taxa de desemprego “baixa”.
“Embora as oscilações nas exportações líquidas tenham afetado os dados, indicadores recentes sugerem que a atividade econômica continuou a se expandir a um ritmo sólido. A taxa de desemprego permanece baixa e as condições do mercado de trabalho permanecem sólidas. A inflação permanece relativamente elevada”, destacou o Fed.
O comitê afirmou que o objetivo o máximo de emprego e inflação a uma taxa de 2% a longo prazo.
“A incerteza quanto às perspectivas econômicas diminuiu, mas permanece elevada. O Comitê está atento aos riscos para ambos os lados de seu duplo mandato”, afirma.
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