O encontro de Zelensky e Macron
Presidentes conversaram sobre cooperação entre Ucrânia, Europa e EUA para o fim da invasão russa
Após o início da reunião do Conselho Europeu, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o presidente francês, Volodymyr Zelensky, conversaram sobre o fim da invasão russa à Ucrânia nesta quinta-feira, 6.
Em publicação na rede social, Zelensky afirmou que Macron tem uma posição “clara em apoio à Ucrânia e à necessidade de novas medidas” para a proteção da Europa.
“Tive uma reunião com o presidente francês Emmanuel Macron à margem da reunião do Conselho Europeu hoje em Bruxelas.
Agradeci a Emmanuel por sua posição clara e baseada em princípios em apoio à Ucrânia e à necessidade de novas e mais substanciais medidas para proteger toda a nossa Europa — nossos povos, nossas instituições e nosso modo de vida europeu”, escreveu no X.
Segundo Zelensky, ambos têm uma visão “clara” de que a paz será possível “por meio da cooperação entre a Ucrânia, toda a Europa e os Estados Unidos”.
‘Discutimos a próxima reunião em 11 de março no nível de representantes militares dos países dispostos a fazer maiores esforços para garantir segurança confiável no contexto do fim desta guerra. Coordenamos nossas posições e próximos passos.
Temos uma visão compartilhada absolutamente clara de que uma paz real e duradoura é possível por meio da cooperação entre a Ucrânia, toda a Europa e os Estados Unidos.
A guerra deve terminar o mais rápido possível”.
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Macron contra Rússia
Em discurso realizado na noite de quarta-feira, 5 de março, Emmanuel Macron, presidente da França, fez um apelo à nação para que os cidadãos se unam e se comprometam com a segurança do país em face das crescentes preocupações relacionadas à guerra na Ucrânia.
A transmissão, que ocorreu a partir do Palácio do Eliseu, abordou a inquietação da população diante da instabilidade geopolítica atual, que se intensificou após os recentes desenvolvimentos envolvendo os Estados Unidos e a Ucrânia.
“A Rússia já fez do conflito ucraniano um conflito mundial”, disse Macron. E explicou por quê:
“Ela mobilizou sobre nosso continente soldados norte coreanos, equipamentos iranianos, enquanto ajudava estes países a se armarem ainda mais.
A Rússia do presidente Putin viola nossas fronteiras para assassinar opositores, manipula as eleições na Romênia e na Moldávia, organiza ataques digitais contra nossos hospitais para bloquear o seu funcionamento.
A Rússia tenta manipular nossa opinião com mentiras difundidas nas redes sociais e, no fundo, ela testa nossos limites. Ela o faz nos ares, no mar, no espaço e atrás das nossas telas.
Essa agressividade não parece conhecer fronteiras e a Rússia, ao mesmo tempo,
continua se rearmando, gastando mais de 40% de seu orçamento para este fim.
Até 2030 ela planeja expandir ainda mais seu exército e ter 300.000 soldados adicionais
3.000 tanques e mais 300 aviões de caça.
Quem pode, portanto, acreditar, nesse contexto, que a Rússia de hoje parará na Ucrânia?
A Rússia tornou-se, no momento em que eu lhes falo e pelos anos vindouros, uma ameaça para a França e para a Europa”
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