O eclipse solar mais longo do século está próximo: o dia se tornará noite e o fenômeno não voltará por 157 anos
Evento de 2027 terá mais de seis minutos de totalidade, mas será o segundo mais longo do século XXI e não será total no Brasil.
Em 2 de agosto de 2027, um eclipse solar total produzirá até 6 minutos e 23,2 segundos de escuridão na faixa central. Apesar do título popular, será o segundo mais longo do século XXI e não ficará visível como total no Brasil.
Quando acontecerá o eclipse solar de 2027?
O fenômeno ocorrerá numa segunda-feira, 2 de agosto de 2027. A sombra da Lua começará sobre o Atlântico, cruzará o sul da Europa, o norte da África e o Oriente Médio, seguindo depois em direção ao Oceano Índico.
Somente observadores dentro da faixa estreita de totalidade verão o disco solar completamente coberto. Fora dela, quando houver visibilidade, o eclipse será parcial e o céu não alcançará a mesma escuridão observada no caminho central.

Ele será mesmo o mais longo do século?
Não literalmente. O eclipse de 22 de julho de 2009 atingiu 6 minutos e 39,5 segundos, superando o evento de 2027. O próximo será, porém, o mais longo em terra facilmente acessível entre 1991 e 2114.
A afirmação sobre 157 anos também precisa de contexto. Um eclipse total mais longo ocorrerá em 2186, 159 anos depois de 2027, enquanto outro evento com totalidade terrestre superior está previsto para 2114, após 87 anos.
Os números corretos ajudam a dimensionar a raridade:
- 2009: totalidade máxima de 6 minutos e 39,5 segundos;
- 2027: totalidade máxima de 6 minutos e 23,2 segundos;
- 2114: próximo eclipse terrestre mais longo que o de 2027;
- 2186: eclipse recordista previsto, com 7 minutos e 29 segundos.
Onde o dia se transformará em noite?
A faixa total atravessará o sul da Espanha, Gibraltar, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Arábia Saudita, Iêmen e Somália. Cidades próximas ao eixo central terão vários minutos de escuridão em pleno dia.
O máximo ocorrerá perto de Luxor, no Egito, onde a totalidade ficará próxima de 6 minutos e 23 segundos. No Brasil, somente uma pequena área do Rio Grande do Norte poderá acompanhar uma fase parcial perto do nascer do Sol.
A rota principal pode ser resumida por grandes regiões:
Por que a totalidade durará tanto?
A duração resulta de uma combinação orbital favorável. A Lua estará próxima do perigeu, parecendo maior no céu, enquanto a Terra estará relativamente perto do afélio, condição em que o disco aparente do Sol fica ligeiramente menor.
A trajetória da sombra também passará perto do Equador e do centro geométrico do alinhamento. Isso reduz sua velocidade relativa sobre a superfície e amplia o período em que a Lua cobre completamente a parte brilhante do Sol.
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Como observar o fenômeno com segurança?
Durante todas as fases parciais, é obrigatório usar filtros solares próprios para observação. Óculos escuros, chapas radiográficas, câmeras, binóculos e telescópios sem filtros adequados não protegem os olhos e podem causar lesões permanentes.
Somente dentro da faixa total e durante os instantes de cobertura completa o filtro pode ser retirado. O mapa técnico da NASA localiza a totalidade, enquanto o conceito de eclipse solar diferencia as fases total e parcial.
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