Noboa decreta estado de exceção após protestos contra alta do diesel no Equador
Manifestantes tomaram ruas de sete províncias e bloquearam estradas; Medida terá validade de 60 dias
O presidente do Equador, Daniel Noboa (foto), declarou nesta terça-feira, 16, estado de exceção em sete províncias do país, em resposta aos protestos contra o fim de um subsídio ao diesel e à crescente insegurança.
A medida terá validade de 60 dias nas províncias de Carchi, Imbabura, Pichincha, Azuay, Bolívar, Cotopaxi e Santo Domingo de los Tsáchilas.
Segundo o decreto assinado por Noboa, a decisão foi necessária em razão das “paralisações que perturbaram a ordem pública, causando situações de violência manifesta que colocam em risco a segurança dos cidadãos e seus direitos à liberdade de movimento, trabalho e atividades econômicas”.
“(…) interromper a escalada das medidas de fato tomadas nas províncias de Carchi, Imbabura, Pichincha, Azuay, Bolívar, Cotopaxi e Santo Domingo, evitando assim maiores impactos sobre a população equatoriana”, continua o documento oficial.
Noboa também suspendeu o direito de reunião pública nas sete províncias e autorizou o uso das forças policiais e militares para “impedir e desarticular reuniões em espaços públicos onde se identifiquem ameaças à segurança cidadã”.
Bloqueios
Os protestos ganharam força com o aumento do preço do diesel, que passou de US$ 1,80 para US$ 2,80 por galão, após a eliminação do subsídio estatal.
Foram registrados bloqueios em estradas em Carchi, na fronteira da Colômbia. Em Quito, manifestantes interditaram nesta terça, 16, trechos da Rodovia Panamericana Norte com pedras e montes de terras.
Argumentos
Trabalhadores e estudantes afirmam que a medida encarece o custo de vida no país e afeta a população mais pobre.
A oposição a Noboa acusa a base governista de bloquear os debates sobre o fim dos subsídios.
Já o governo afirmam que a medida é necessária para establizar a economia e combater o déficit fiscal.
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