Netanyahu promete nova ofensiva se Irã retomar programa nuclear
Premiê avisou Trump em jantar na Casa Branca; presidente americano não se opôs
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, comunicou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que lançará novo ataque contra o Irã caso o regime tente reconstruir as instalações nucleares destruídas em junho ou mover o urânio altamente enriquecido que permanece sob os escombros.
Segundo fontes dos dois governos e da imprensa israelense, Trump reiterou a preferência por negociações, mas declarou que não impedirá uma reação israelense se a Agência Internacional de Energia Atômica comprovar atividades proibidas.
A advertência ocorre menos de um mês depois da operação combinada Rising Lion, conduzida por Israel em 13 de junho, seguida pelo apoio aéreo americano na madrugada de 22 de junho.
Os bombardeios atingiram os complexos de Fordow, Natanz e Isfahan, destruiram cerca de dez mil centrífugas.
Avaliação técnica preliminar do comando israelense indica que o programa foi atrasado em até dois anos, embora aproximadamente 400 quilos de urânio a 60 % estejam soterrados em Isfahan.
Durante o encontro, Netanyahu apresentou a Trump um relatório de inteligência que descreve escavações iranianas em túneis secundários de Fordow e a movimentação de contêineres reforçados em Isfahan.
O premiê israelense afirmou que qualquer tentativa de resgate desse material ou de reinstalação de centrífugas “será encarada como reinício do projeto de arma nuclear” e exigirá resposta imediata.
Trump ouviu o relato ao lado do assessor de Segurança Nacional, Michael Flynn, e indicou que não pretende liderar novos ataques, mas entende o direito de Israel de agir em legítima defesa.
Autoridades iranianas, no entanto, afirmam em comunicados internos à Organização de Energia Atômica do Irã que a prioridade é restaurar a produção elétrica em Natanz antes de qualquer obra de reconstrução.
Diplomatas europeus que participam de canal informal de diálogo em Viena relatam que o governo iraniano exige garantias de não agressão para retomar contatos com os EUA.
China e Rússia criticaram o ultimato israelense e solicitaram reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.
A União Europeia declarou “profunda preocupação” e pediu inspeção urgente da AIEA nos três sítios bombardeados.
Em Washington, o enviado especial Steve Witkoff disse a jornalistas que a Casa Branca abrirá conversa preliminar com o Irã “nos próximos dias”, mas alertou que qualquer movimentação suspeita será imediatamente compartilhada com Israel.
No gabinete de guerra israelense, a orientação é manter satélites de observação permanente sobre Isfahan e Fordow e preparar esquadrões de caças F-35 para decolagem em menos de quatro horas.
A instrução, segundo oficiais do Estado-Maior, permanecerá em vigor enquanto a AIEA não confirmar a inutilização total das centrífugas.
Até lá, Israel considera a situação “operacionalmente instável” e avalia que novos confrontos podem ocorrer a qualquer momento.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)