Netanyahu nega que EUA determinem ações em Gaza: “Israel é estado soberano”
Primeiro-ministro afirma ainda que Israel definirá quais países poderão enviar tropas ao território
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (foto) reafirmou neste domingo, 26, que Israel é um Estado soberano e toma sozinho suas decisões sobre segurança nacional.
A declaração é uma resposta a rumores de que decisões sobre o futuro da Faixa de Gaza estariam sendo discutidas nos Estados Unidos.
Netanyahu também afirmou que Israel definirá quais países poderão enviar tropas ao território dentro do plano de paz para Gaza proposto pelo presidente Donald Trump.
O portal Ynet havia noticiado que um ataque em Gaza contra um integrante da Jihad Islâmica Palestina, que planejava um “ataque iminente”, só foi realizado após autorização de autoridades americanas.
Netanyahu criticou “alegações ridículas sobre a relação entre os Estados Unidos e Israel”.
“Quando estive em Washington, disseram que eu controlava o governo americano, que ditava sua política de segurança”, afirmou.
“Agora alegam o contrário — que a administração americana me controla e dita a política de segurança de Israel.”
“Nenhuma das duas coisas é verdadeira”, acrescentou o premiê.
“Israel é um Estado soberano. Os Estados Unidos são um Estado soberano. Nossa relação é uma parceria.”
A crítica sobre a liberdade de ação de Israel em Gaza se intensificou após um ataque que matou dois soldados das Forças de Defesa de Israel (FDI) em Rafah.
As FDI atribuíram o ataque ao Hamas e lançaram uma série de operações contra o grupo terrorista, mas retomaram o cessar-fogo após suposta pressão dos EUA.
“Quero deixar uma coisa clara — nossa política de segurança está em nossas mãos”, disse Netanyahu.
“Não toleraremos ataques contra nós; respondemos a ataques a nosso critério, como fizemos no Líbano e mais recentemente em Gaza. Lançamos 150 toneladas sobre o Hamas e elementos terroristas após o ataque contra nossos dois soldados. E também neutralizamos ameaças enquanto ainda se formavam, antes de serem concretizadas, como fizemos ontem na Faixa de Gaza.”
O premiê reiterou que Israel “não busca a aprovação de ninguém” e que definirá quais forças internacionais são aceitáveis em seu território.
“Deixamos claro com relação às forças internacionais que Israel determinará quais forças são inaceitáveis para nós — é assim que agimos e continuaremos a agir. Isso é aceito pelos Estados Unidos, como seus representantes mais graduados expressaram nos últimos dias.”
O gabinete de Netanyahu informou ao jornal Times of Israel que não aceitará a participação de tropas turcas e se mantém contrário a qualquer papel da Autoridade Palestina em Gaza.
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