Netanyahu cancela depoimento após ataque terrorista em Jerusalém
Premiê reúne cúpula de segurança; Defesa fecha vilas próximas à capital e identifica autores como palestinos sem permissão de entrada no país
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu suspendeu sua ida ao tribunal de Jerusalém para conduzir uma avaliação de segurança depois do ataque terrorista em Ramot nesta segunda, 8.
Segundo seu gabinete, ele se reuniu com chefes do Exército, da polícia e do serviço de inteligência para definir medidas imediatas. Advogados informaram ao tribunal que “incidentes graves em várias frentes” exigiram decisões urgentes.
O Ministério da Defesa anunciou o fechamento de quatro vilas da região de Binyamin, perto de Jerusalém: Qatanna, Bidu, Beit I’nan e Beit Duqu. A entrada e saída nessas localidades foram bloqueadas enquanto as forças fazem buscas e checagens. A medida faz parte da resposta inicial ao atentado.
De acordo com a polícia israelense, os dois responsáveis pelo ataque foram mortos no local.
Eles eram palestinos sem autorização de permanência em Israel, conhecidos como “shabakhim”. Um morava em Kubeibeh e o outro em Qatanna, na Cisjordânia. Investigadores recolhem cápsulas e analisam câmeras da região para rastrear a origem das armas e eventuais cúmplices.
O ministro da Defesa, Israel Katz, já havia endurecido o tom no fim de semana.
Em mensagem publicada nas redes sociais, disse que um “furacão atingiria os céus de Gaza” se o Hamas não libertasse reféns e não entregasse suas armas.
Ele chamou o recado de “aviso final”. Dias antes, também havia ameaçado os houthis do Iêmen, citando “dez pragas bíblicas” como metáfora para novas ofensivas.
Após o atentado, Exército e polícia realizaram reunião conjunta para detalhar as circunstâncias do ataque. As autoridades afirmam que a prioridade agora é identificar redes de apoio, rotas de infiltração e eventuais facilitadores dos agressores.
No Parlamento, o presidente do Comitê de Relações Exteriores e Defesa, Boaz Bismut, interrompeu uma sessão para receber informações atualizadas.
Ele disse que o governo precisa manter o mesmo padrão de resposta a cada ataque, com investigações rápidas e reforço da segurança em áreas de grande circulação.
As forças de defesa israelenses também comunicaram que haverá mais patrulhas em pontos de ônibus e vias de acesso à cidade.
A identificação oficial dos mortos e novas informações sobre o estado dos feridos serão divulgadas após contato com as famílias.
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