Netanyahu acusa Irã de tentar matar um de seus filhos
Premiê israelense não revelou qual filho teria sido alvo nem quando ou onde a suposta tentativa de assassinato ocorreu
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (foto), acusou o Irã nesta segunda-feira, 24, de ter tentado assassinar um de seus filhos.
Netanyahu tem dois filhos e uma filha, mas não informou qual deles teria sido alvo, nem quando ou onde a suposta tentativa teria ocorrido.
“Aconteceu algo inacreditável: o Irã mirou em um dos meus filhos. O Irã tentou matar um dos meus filhos”, afirmou Netanyahu durante uma entrevista por telefone ao canal Channel 14.
O filho mais velho, Yair Netanyahu, de 35 anos, passa longos períodos em Miami desde o início de 2024, supostamente sob proteção do Shin Bet, serviço de segurança interna de Israel.
A declaração ocorreu durante um programa que discutia relatos de que o Shin Bet teria se recusado a fornecer proteção a Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel e um dos principais rivais de Netanyahu nas eleições de 27 de outubro.
Netanyahu defendeu que Eisenkot receba proteção 24 horas por dia e afirmou que isso “não é um luxo”.
Turquia pede prisão
Na última sexta, 21, o Ministério da Justiça da Turquia apresentou um pedido à Interpol para emissão de alerta vermelho contra Netanyahu.
A solicitação, anunciada pelo ministro turco Akin Gurlek, também abrange o israelense Afek Moskovitch e decorre de investigação sobre a interceptação de uma flotilha de ativistas que tentava chegar à Faixa de Gaza.
De acordo com Gurlek, a pasta pediu ao Ministério do Interior que encaminhe à Interpol os pedidos de captura contra os dois israelenses.
A medida se apoia em mandados de prisão expedidos pela Justiça turca em 14 de julho de 2026.
Segundo o comunicado do governo turco, as acusações contra Netanyahu e Moskovitch incluem crimes contra a humanidade, genocídio, privação agravada de liberdade, agressão física deliberada, tortura, destruição de propriedade, saque qualificado e sequestro de veículos de transporte. Israel nega integralmente as imputações.
Netanyahu já responde a mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional, em Haia, sob acusação de crimes de guerra e contra a humanidade cometidos em Gaza.
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