Nepal: lago formado em área afetada por enchentes pode se romper
Número de mortos na tragédia passa de 350; mais de mil pessoas continuam desaparecidas
O governo do Nepal alertou nesta quinta-feira, 27, para o risco de rompimento de um lago formado por represamento da água em uma das áreas afetadas pelas enchentes de quarta, 26.
Com base em imagens de satélite, a autoridade de gestão de desastres do país disse que o nível do lago está subindo e há risco de rompimento.
A autoridade também pediu aos moradores que se mantenham afastados das margens do rio.
Mais de 350 mortos
A imprensa local noticiou que o número de mortos em decorrência das enchentes repentinas saltou para 359, com dezenas de corpos varridos para as planícies.
No início da manhã, eram 270.
Mais de mil pessoas continuam desaparecidas, após uma parede de gelo, lama e rocha desabar em um rio da fronteira entre Nepal e Tibete.
O ministro do Interior do Nepal, Sudhan Gurung, afirmou que o foco é encontrar sobreviventes.
A emissora estatal chinesa CCTV noticiou que três pessoas morreram e 558 continuam desaparecidas, incluindo 260 estrangeiros, no condado de Gyirong, no Tibete.
Ajuda internacional
Os Estados Unidos anunciaram uma ajuda de 500 mil dólares para as operações de emergência.
O Reino Unido ofereceu 5 milhões de libras, cerca de 6,8 milhões de dólares, para ajudar no esforço de resposta.
“O cenário que emerge do que aconteceu no Nepal é devastador. São cenas como nunca vimos antes — ou pelo menos não me lembro de nada igual —, especialmente considerando a dimensão da devastação.
Por isso, medidas imediatas estão sendo tomadas. Estamos enviando equipes de apoio consular para a região, para que os cidadãos britânicos possam contar com assistência 24 horas por dia, 7 dias por semana. Oferecemos o envio de equipes de resposta a emergências para a região, mas essa é, obviamente, uma decisão que cabe ao governo do Nepal.
Além disso, oferecemos 5 milhões de libras esterlinas para auxiliar nos esforços de resposta.
Naturalmente, há vários cidadãos britânicos que, no momento, são considerados desaparecidos, e ofereceremos todo o apoio possível às suas famílias diante dessa situação extremamente angustiante e devastadora”, disse o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, a jornalistas.
Leia também: O que veio primeiro: terremoto ou deslizamento?
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)