Nepal contabiliza 579 mortos após colapso de geleira
Agência nepalesa estima que 1.924 pessoas estejam desaparecidas; Entre elas, ao menos 517 estrangeiros
O número de mortos decorrentes de um colapso de uma geleira no Nepal na última quarta-feira, 26, subiu para 579.
A força da água devastou casas e estradas, além de destruir uma importante passagem na fronteira entre o país e o Tibete.
A agência nepalesa de ajuda humanitária estima que 1.924 pessoas estejam desaparecidas. Entre elas, ao menos 517 estrangeiros.
Os números, contudo, são incertos.
A China monitora um lago de contenção que se formou após os deslizamentos de terra.
As buscas chegaram a ser suspensas temporariamente devido ao receio de que a barreira pudesse se romper, liberando uma nova onda de água.
Destruição
Imagens de satélite da empresa de inteligência americana Vantor mostram que o local foi quase completamente destruído pela enchente.
As fotos mostram como a força da inundação foi suficiente para arrastar água e detritos para o lado oeste da passagem.
É possível observar danos e lama a mais de 2,5 km (1,5 milhas) rio acima, em alguns casos a mais de 100 m (330 pés) acima do nível normal do rio.
As imagens de Vantor também mostram que barragens hidroelétricas e grandes áreas de aldeias rio abaixo foram devastadas, restando apenas lama e detritos.
Ajuda internacional
Os Estados Unidos anunciaram uma ajuda de 500 mil dólares para as operações de emergência.
O Reino Unido ofereceu 5 milhões de libras, cerca de 6,8 milhões de dólares, para ajudar no esforço de resposta.
“O cenário que emerge do que aconteceu no Nepal é devastador. São cenas como nunca vimos antes — ou pelo menos não me lembro de nada igual —, especialmente considerando a dimensão da devastação.
Por isso, medidas imediatas estão sendo tomadas. Estamos enviando equipes de apoio consular para a região, para que os cidadãos britânicos possam contar com assistência 24 horas por dia, 7 dias por semana. Oferecemos o envio de equipes de resposta a emergências para a região, mas essa é, obviamente, uma decisão que cabe ao governo do Nepal.
Além disso, oferecemos 5 milhões de libras esterlinas para auxiliar nos esforços de resposta.
Naturalmente, há vários cidadãos britânicos que, no momento, são considerados desaparecidos, e ofereceremos todo o apoio possível às suas famílias diante dessa situação extremamente angustiante e devastadora”, disse o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, a jornalistas.
Sem brasileiros
Em nota, Itamaraty afirmou na quarta, 26, não haver registro de brasileiros entre as vítimas.
“O governo brasileiro tomou conhecimento, com consternação, dos trágicos deslizamentos de terra e inundações no Nepal e na Região Administrativa Autônoma do Tibete, na China, em decorrência de terremoto ocorrido em 26 de agosto, que resultaram em numerosas mortes e deixaram centenas de pessoas desaparecidas. O governo brasileiro expressa profundo pesar e solidariedade às famílias das vítimas, ao povo e ao governo do Nepal e da China.
A Embaixada do Brasil em Katmandu e a Embaixada do Brasil em Pequim acompanham com atenção os desdobramentos da calamidade no país. Não há, até o momento, registro de brasileiros entre as vítimas.“
Leia também: O que veio primeiro: terremoto ou deslizamento?
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