“Não há guerra na Venezuela”, diz embaixador dos EUA na ONU
"Não estamos ocupando um país", afirmou Mike Waltz no Conselho de Segurança das Nações Unidas
O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz (foto), afirmou nesta segunda-feira, 5, que “não há guerra na Venezuela”.
“Não estamos ocupando um país. Esta foi uma operação policial para dar cumprimento a acusações legais que existem há décadas”, disse Waltz em discurso no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Segundo Waltz, “provas irrefutáveis” dos crimes de Nicolás Maduro serão “apresentadas abertamente nos tribunais dos EUA”.
“Maduro não é apenas um traficante de drogas indiciado. Ele era um suposto presidente ilegítimo”, disse o embaixador.
“Quero reiterar que o presidente Trump deu uma chance à diplomacia. Ele ofereceu a Maduro várias propostas para tentar reduzir a tensão. Maduro se recusou a aceitá-las”, acrescentou.
Rússia e China
O diplomata chinês na ONU, Fu Cong, condenou a ação militar americana na Venezuela e pediu que os EUA libertassem Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que estão detidos em Nova York.
“Como membro permanente do Conselho, os EUA ignoraram as graves preocupações da comunidade internacional, atropelaram arbitrariamente a soberania, a segurança e os direitos e interesses legítimos da Venezuela e violaram gravemente os princípios da igualdade soberana”, disse.
“Nenhum país pode agir como a polícia do mundo, nem qualquer Estado pode presumir ser o juiz internacional. Exigimos que os Estados Unidos mudem de rumo e cessem suas práticas de intimidação e coerção”, acrescentou.
O embaixador russo na ONU, Vasily Nebenzya, afirmou que a intervenção e a captura de Maduro representam “um retrocesso à era da ilegalidade” por parte dos Estados Unidos.
Ele pediu aos integrantes do Conselho de Segurança que “se unissem e rejeitassem definitivamente os métodos e instrumentos da política externa militar dos EUA”.
“Não podemos permitir que os Estados Unidos se proclamem uma espécie de juiz supremo, que sozinho detém o direito de invadir qualquer país, rotular culpados, proferir e aplicar punições independentemente das noções de direito internacional, soberania e não intervenção”, disse.
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