Na ONU, chanceler da Venezuela nega acusações e ataca Trump
Yván Gil vai à Assembleia Geral para rebater alertar a comunidade internacional sobre o risco de ataque militar por parte de Washington
O chanceler venezuelano Yván Gil foi indicado para representar o país nesta sexta-feira, 26, na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Gil discursou em Nova York para responder formalmente às denúncias de “narcoterrorismo” feitas pelo governo dos Estados Unidos.
A diplomacia foi acionada para alertar a comunidade global sobre o que Caracas define como a preparação de uma “agressão” militar contra o território venezuelano. As tensões cresceram após a mobilização de navios de guerra americanos no Caribe, sob o argumento de combate ao narcotráfico.
Tensão elevada e ameaça de conflito
Em uma reunião paralela à Assembleia Geral, Yván Gil adotou um tom incisivo contra Washington. O chanceler acusou os EUA de estarem preparando uma agressão à Venezuela, que possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo.
Segundo Gil, a operação americana tem metas políticas e econômicas claras. O objetivo seria “apoderar-se dos recursos naturais” da nação sul-americana e “promover uma mudança de regime”.
A ação militar americana em agosto movimentou oito navios de guerra no Caribe. Sob o pretexto de combate ao narcotráfico, ataques destruíram pelo menos quatro embarcações de supostos traficantes, resultando em 14 mortes em águas próximas à Venezuela.
O representante chavista fez um alerta internacional: “Devo alertar este Grupo de Amigos que um ataque contra a Venezuela está sendo preparado com força, intensidade e mentiras crescentes”. O chanceler reforçou que o país está preparado para resistir.
Ele enfatizou que qualquer escalada de conflito ou agressão, por menor que seja, contra o território venezuelano, seria desastrosa para toda a região: “Eles não estão atacando a Venezuela; estão atacando todo o Caribe e a América Latina, e toda a região sofreria muito”.
Diante da alegada ameaça, Caracas avalia declarar um “estado de agitação externa” em âmbito nacional. Gil também acusou o presidente americano Donald Trump de desrespeitar a Carta da ONU em seu discurso à Assembleia Geral.
Diálogo rejeitado e acusações mútuas
Apesar do aumento da temperatura retórica, Maduro havia enviado uma carta a Donald Trump solicitando a preservação da paz e do entendimento por meio do diálogo em todo o hemisfério. Na comunicação, o presidente venezuelano negou as acusações de tráfico de drogas, classificando-as como “absolutamente falsas”.
Maduro garantiu que o país está “livre da produção de drogas”, e alegou que apenas 5% da cocaína fabricada na vizinha Colômbia passa pelo seu território.
Trump não quis papo. Afirmou que a mensagem de Maduro estava cheia de “mentiras”. A cabeça de Maduro continua a prêmio.
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