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Mudanças Climáticas: Onda de calor bate recorde na Rússia e Sibéria

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Redação O Antagonista
3 minutos de leitura 06.07.2024 20:55 comentários
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Mudanças Climáticas: Onda de calor bate recorde na Rússia e Sibéria

Termômetros na capital russa ultrapassaram marcas históricas, quebrando o recorde antigo de 1917.

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Mudanças Climáticas: Onda de calor bate recorde na Rússia e Sibéria
Onda de calor afeto o turismo na Europa. Foto: Reuters/Remo Casilli / Agência Brasil

Frente as mudanças climáticas que tem provocado ondas de calor com temperaturas extremamente altas, a Rússia enfrenta desafios sem precedentes.

Neste verão de 2024, os termômetros em Moscou, capital russa, ultrapassaram marcas históricas, quebrando o recorde antigo de 1917. É um reflexo brusco especialmente se comparado ao inverno habitualmente rigoroso.

Na última quarta-feira, 03, a temperatura atingiu alarmantes 32,7°C. Esse aumento não apenas surpreendeu os moscovitas, mas também trouxe consequências diretas para o dia a dia na região.

Diante disso, a população local e as autoridades têm adotado várias estratégias para enfrentar o intenso calor.

Rússia enfrenta onda de calor recorde

O centro meteorológico FOBOS, responsável por monitorar as condições climáticas, relata que a onda de calor “não mostra sinais de fim“.

Continuando pelo quarto dia consecutivo, diversas cidades russas, do Pacífico à Europa, estão registrando temperaturas nunca vistas antes.

Os efeitos desse calor extremo trazem não apenas desconforto, mas também preocupações com a saúde pública.

Sergei Sobyanin, o prefeito de Moscou, aconselhou os 20 milhões de moradores da cidade a evitarem sair de casa nos horários mais quentes do dia e distribuiu água nos transportes públicos para combater a desidratação.

Mudanças Climáticas: Onda de calor bate recorde na Rússia
Imagem: Nasa

Especialistas alertam sobre temperaturas extremas

Meteorologistas russos classificaram o mês de julho de 2024 como o mais quente desde o início dos registros, contextualizando-o dentro de uma era marcada pelo aquecimento global.

Esse fenômeno não está restrito à Rússia; alterações climáticas têm intensificado ondas de calor ao redor do mundo, tornando episódios extremos significativamente mais prováveis.

Segundo análises da organização World Weather Attribution, alterações nas práticas humanas, como a queima de combustíveis fósseis, têm papel central neste crescimento das temperaturas globais.

Dessa forma, pandemias de calor, que antes eram fenômenos raros, agora são uma ameaça contínua à saúde pública e à estabilidade de infraestruturas essenciais, como energia e saúde.

Possíveis riscos associados ao calor extremo

Problemas de saúde: Aumento de doenças cardiovasculares, respiratórias e renais devido ao estresse causado pelo calor.

Incêndios: Riscos elevados de incêndios florestais, já observados na região de Zabaykalsky.

Consumo desenfreado de energia: Uso intensivo de ar-condicionado e ventiladores, o que põe em risco a estabilidade do fornecimento de energia elétrica.

Este cenário exige uma ação política efetiva e urgente, focada na redução da dependência de combustíveis fósseis e na adoção de práticas mais sustentáveis.

Apenas por meio de iniciativas globais será possível mitigar os efeitos adversos do aquecimento global e garantir um futuro mais seguro para as próximas gerações.

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