Muçulmano radical pode comandar a “capital do mundo”
Zohran Mamdani ultrapassa Cuomo nas primárias democratas e ameaça transformar cidade símbolo do 11 de Setembro
A última pesquisa do instituto Emerson College, divulgada na noite de domingo, 22, projeta a vitória do deputado estadual Zohran Mamdani, um muçulmano ligado à esquerda radical, na primária democrata para a prefeitura de Nova York.
A votação ocorre nesta terça, 24. Na cidade que se autodefine como “capital do mundo”, vencer a primária democrata praticamente garante a eleição.
O levantamento mostra Cuomo com 35% das primeiras escolhas, seguido de Mamdani com 32%.
Na simulação do voto por escolha classificada, que redistribui as preferências dos eleitores eliminados nas rodadas seguintes, Mamdani vence por 52% a 48%.
Nos últimos cinco meses, ele saltou de 1% para 32% das intenções, consolidando-se como nome da nova esquerda na cidade.
Já entre os que votaram antecipadamente, Mamdani lidera com 41%, contra 31% de Cuomo.
Com mais de 8 milhões de habitantes e um orçamento anual superior a R$ 600 bilhões, Nova York é o centro financeiro, midiático e cultural dos Estados Unidos.
Governos locais moldam políticas nacionais. A prefeitura controla a segurança pública, a habitação, o sistema de transporte e a educação de uma das populações mais diversas do planeta.
Desde os ataques de 11 de setembro de 2001, a segurança e a estabilidade administrativa da cidade passaram a ser tratadas como questões de Estado.
Mamdani é filho de imigrantes, muçulmano praticante e integrante do grupo Socialistas Democráticos da América.
Suas propostas incluem ônibus gratuitos, congelamento de aluguéis, salário mínimo de US$ 30 por hora (cerca de R$ 160) e cortes no orçamento da polícia.
Em redes sociais, usou o termo globalize a intifada. Também apoia o uso de verba pública para cirurgias trans em menores de idade.
Em artigo publicado em abril, o New York Post alertou para o que chamou de “projeto de tomada radical da prefeitura”, citando ainda o apoio de Mamdani à campanha Defund the NYPD.
O político lidera um movimento de ruptura com as políticas de segurança tradicionais, o que preocupa ex-membros da inteligência americana e lideranças comunitárias.
Em uma cidade marcada pela memória do 11 de Setembro, a ascensão de um candidato com esse perfil acende alertas e pode ser a suprema ofensa a memória dos mortos no atentado terrorista mais marcante da história.
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Comentários (1)
Jose Diogo de Almeida
23.06.2025 15:42MY GOD ... corram ... visitem NTC antes que fique insegura novamente como foi há decadas.