Mortes por terremotos na Venezuela chegam a 4.490
OMS alerta para risco de surtos em abrigos superlotados; ONU estima que 1,3 milhão de pessoas precisam de ajuda humanitária
O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 4.490, segundo balanço divulgado neste domingo, 12, pelo regime. O total de feridos permanece em 16.740; milhares de pessoas seguem desalojadas após o desastre, considerado o mais letal da história moderna do país.
As autoridades informaram que cerca de 19,5 mil pessoas foram levadas para abrigos temporários e anunciaram que a distribuição de moradias aos afetados deve começar na próxima semana.
Segundo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, 6.462 pessoas foram resgatadas com vida.
Alerta para doenças e reconstrução
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou na última quinta-feira, 9, para o risco de surtos de cólera, tuberculose, tétano e sarampo devido à falta de água potável, saneamento básico e à superlotação dos mais de 80 abrigos montados para receber os desabrigados.
O órgão afirmou que trabalha com o Ministério da Saúde venezuelano para conter a disseminação de doenças e avalia instalar novos hospitais de campanha em Caracas e La Guaira.
A ONU estima que 1,3 milhão de venezuelanos necessitam de ajuda humanitária após os terremotos.
Segundo o órgão, cerca de US$ 300 milhões já foram mobilizados para as operações de assistência no país.
Os dois tremores, de magnitude 7,2 e 7,5, ocorreram com apenas 39 segundos de diferença e tiveram epicentro nas proximidades de Yumare, no estado de Yaracuy.
O estado de La Guaira concentrou a maior parte da destruição, com 158 dos 190 edifícios que desabaram completamente em todo o país.
Um estudo baseado em imagens do satélite Sentinel-1, processadas pela NASA, apontou danos severos em cidades como Caraballeda, Macuto, Naiguatá e Catia la Mar. Já a Universidade Estadual de Ohio estima que cerca de 59 mil estruturas tenham sido danificadas em todo o território venezuelano.
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