Morre Brigitte Bardot, ícone do cinema europeu
Após deixar o cinema, artista se dedicou à militância pelos direitos dos animais
Morreu aos 91 anos a atriz e cantora francesa Brigitte Bardot (foto), um dos maiores ícones do cinema europeu. A informação foi divulgada pelo jornal Le Figaro.
Em outubro, havia sido noticiado o internamento de Barot em um hospital privado em Toulon, onde passou por uma intervenção cirúrgica relacionada a uma doença grave, cuja natureza não foi divulgada.
A atriz ganhou projeção internacional ainda jovem, especialmente após E Deus Criou a Mulher (1956). Dirigido por Roger Vadim, então seu marido, o filme marcou sua carreira e a colocou entre os principais nomes do cinema francês.
Nas duas décadas seguintes, trabalhou com diretores como Jean-Luc Godard, Louis Malle e Henri-Georges Clouzot, além de participar de produções em Hollywood.
Também manteve uma carreira musical, que incluiu a gravação original de Je T’Aime… Moi Non Plus, de Serge Gainsbourg, depois relançada com Jane Birkin.
Símbolo da libertação sexual e da emancipação feminina nos anos 1950 e 1960, Bardot construiu uma trajetória marcada tanto pelo sucesso artístico quanto por controvérsias políticas.
Do estrelato ao ativismo
No início dos anos 1970, Bardot decidiu se afastar do cinema, incomodada com a pressão da fama e a exposição constante da vida privada — tema que já havia sido retratado no filme Vida Privada (1962), de Louis Malle.
Em 1973, aos 39 anos, encerrou definitivamente a carreira como atriz, após ter participado de 46 filmes.
A partir de então, passou a dedicar quase toda a sua energia à defesa dos direitos dos animais.
Fundou, em 1986, a Fundação Brigitte Bardot e se tornou uma das ativistas mais conhecidas da causa na Europa, com campanhas contra a caça de focas, o abate de animais e práticas que considerava cruéis.
Apesar do afastamento do cinema, Bardot nunca deixou completamente o espaço público. Suas posições políticas e declarações sobre imigração, religiões e minorias étnicas provocaram forte reação na França e renderam à ex-atriz cinco condenações judiciais por incitação ao ódio racial.
Nas últimas décadas, Bardot viveu reclusa em Saint-Tropez, no sul da França.
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Comentários (1)
Otreblig50
29.12.2025 12:24" Ídala " de gerações !!! Aos novatos, imaginem que os filmes dela eram " CENSURA 18 ANOS ", hehehe