Míssil russo cai na Polônia e aciona alerta na Otan
Fragmentos recuperados em campo agrícola indicam origem russa do artefato, segundo premiê polonês
Um míssil identificado como Kh-101, de fabricação russa, atingiu território da Polônia na madrugada desta quinta-feira, 30, próximo ao vilarejo de Tarnawa-Kolonia, no leste do país. O impacto abriu uma cratera de cerca de 10 metros de largura em uma área rural, sem atingir residências.
O primeiro-ministro Donald Tusk confirmou o incidente durante reunião emergencial e classificou o ocorrido como mais uma violação do espaço aéreo de um país-membro da Otan.
Governo busca confirmação técnica
Segundo Tusk, “todos os indícios apontam para um míssil russo Kh-101, mas queremos ter 100% de certeza sobre o tipo de míssil e quem o lançou”.
A declaração ocorreu logo após o início das apurações, horas antes de o premiê visitar pessoalmente o local do impacto.
Já no campo, com acesso aos primeiros resultados da perícia, Tusk afirmou que “a análise da maior parte dos vestígios e dos fragmentos recuperados aponta para um míssil russo Kh-101”.
Ele descartou risco à população: “Não houve ameaça direta, porque o míssil caiu em uma área desabitada. Estávamos preparados para abatê-lo caso tivesse continuado sua trajetória”.
O chanceler ucraniano, Andrii Sybiha, também atribuiu o incidente a um míssil russo que teria cruzado a fronteira durante ataques de Moscou contra território ucraniano naquela madrugada.
Otan reforça vigilância no flanco leste
O comandante supremo aliado na Europa, general Alexus G. Grynkewich, conversou com o chefe das Forças Armadas polonesas, general Wieslaw Kukula, para tratar da resposta ao episódio. Segundo porta-voz da aliança, defesas aéreas e terrestres foram ativadas assim que o objeto entrou no espaço polonês, e a investigação segue em curso.
Moradores da região relataram à polícia ter ouvido uma explosão por volta das 4h, que fez janelas de casas próximas tremerem. O ponto de queda fica a cerca de 2 quilômetros das residências mais próximas, segundo o Ministério do Interior.
Tusk descartou que o país tenha sido alvo direto do ataque e disse que pilotos ucranianos tentaram interceptar projéteis que se aproximavam da divisa com a Polônia.
O governo polonês sinalizou disposição para ampliar o apoio militar a Kiev, incluindo o envio de novos sistemas antiaéreos Patriot, em meio à sequência de incidentes registrados nos últimos dois anos em países do leste europeu.
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