“Minha casa é aqui”: uma mulher de 92 anos que reluta em deixar sua ilha onde vive desde 1950
Ulla Winberg tem 92 anos e vive sozinha na pequena ilha de Kamsholmen, no arquipélago finlandês de Sipoo, desde o fim dos anos 1950.
Ulla Winberg tem 92 anos e vive sozinha na pequena ilha de Kamsholmen, no arquipélago finlandês de Sipoo. Mesmo com as limitações trazidas pela idade, ela não pretende abandonar o lugar onde construiu sua vida desde o fim dos anos 1950.
“Minha casa está aqui”, afirma a idosa, que continua realizando tarefas domésticas e até tricotando meias para crianças ucranianas.
A mulher de 92 anos construiu toda uma vida na ilha
Nascida em 1934, Ulla se mudou para Kamsholmen no fim da década de 1950 e permaneceu ali por cerca de sete décadas. Aos 92 anos, ainda corta sozinha a grama de sua propriedade e mantém uma rotina de atividades.
A idade, porém, já impõe algumas limitações. Durante uma visita do filho, Bjarne Winberg, ela chegou a demonstrar dúvida sobre ter se alimentado naquele dia. Ainda assim, sua disposição para continuar vivendo na ilha permanece firme.

A família criou uma rede para permitir que ela continue morando ali
Ulla já não dirige o próprio barco e prefere viajar como passageira por não confiar mais no equilíbrio. Para compensar essas limitações, familiares se revezam nas tarefas e nas viagens necessárias ao continente.
A rotina de apoio funciona de maneira organizada e permite que ela permaneça em casa. Entre as principais formas de ajuda estão:
Ela deixou de dirigir o barco, mas não abriu mão da própria casa
Até dois anos atrás, Ulla ainda conduzia sua embarcação para entrar e sair da ilha. A mudança aconteceu quando passou a considerar seu equilíbrio insuficiente para continuar navegando sozinha.
Em vez de deixar Kamsholmen, ela passou a aceitar ajuda para as tarefas que já não consegue executar. “Faço o que posso fazer, e eles me ajudam com o que não posso fazer”, resume.
A assistência domiciliar pode chegar até quem vive em uma ilha
A história também chama atenção para um detalhe importante: morar em uma ilha não elimina o direito de receber atendimento domiciliar. Segundo Ann-Catrin Tapanainen, responsável pelo serviço na região de Uusimaa Oriental, a necessidade é avaliada individualmente.
No ano passado, depois que Ulla machucou o pé, ela recebeu visitas semanais do serviço de atendimento domiciliar de Sipoo. Para a família, a experiência mostrou que é possível combinar assistência e permanência em sua própria casa.
Ulla quer permanecer na ilha pelo maior tempo possível
Enquanto muitos moradores do arquipélago já partiram para o continente, Ulla não demonstra interesse em fazer o mesmo. Para ela, a casa representa segurança, memória e uma vida construída ao longo de décadas.
Seu desejo é simples: permanecer em Kamsholmen enquanto conseguir. O filho também espera que isso seja possível pelo maior tempo possível, deixando as próximas decisões para quando realmente forem necessárias.
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