Militares de Tailândia e Camboja trocam tiros na fronteira
Os países acusam-se mutuamente de terem iniciado os disparos
Soldados de Tailândia e Camboja trocaram tiros nesta quinta-feira, 24, em vários pontos ao longo da fronteira entre os dois países.
Os confrontos começaram nas proximidades do antigo templo de Prasat Ta Moan Thom, localizado em um sítio arqueológico reivindicado por ambas as nações, e se espalharam para outras áreas da fronteira, incluindo as províncias de Preah Vihear, no Camboja, e Ubon Ratchathani, na Tailândia.
Os países acusam-se mutuamente de terem iniciado os disparos.
Segundo o Ministério da Defesa do Camboja, as tropas tailandesas fizeram uma incursão não provocada e as forças cambojanas responderam em legítima defesa.
A Tailândia, por sua vez, posicionou caças F-16 ao longo da fronteira. O Exército tailandês afirmou que uma das aeronaves disparou e destruiu um alvo militar no país vizinho.
“Projéteis de artilharia caíram sobre as casas das pessoas”, disse o chefe do distrito de Kabcheing, na Tailândia, Sutthirot Charoenthanasak, à agência de notícias Reuters.
O ministro da Saúde da Tailândia, Somsak Thepsuthin, afirmou que 11 civis e um soldado morreram em bombardeios das forças cambojanas. Outros 24 civis teriam ficado feridos, segundo a autoridade.
Conselho de Segurança da ONU
O primeiro-ministro cambojano, Hun Manet, solicitou uma “reunião urgente” do Conselho de Segurança da ONU para discutir os confrontos.
“Considerando as recentes agressões extremamente graves da Tailândia, que ameaçaram gravemente a paz e a estabilidade na região, peço sinceramente que convoque uma reunião urgente do Conselho de Segurança para pôr fim à agressão da Tailândia”, escreveu Manet em carta endereçada ao representante do Paquistão na ONU, Asim Iftikhar Ahmad, que também é presidente do Conselho de Segurança para julho de 2025.
A carta acusa a Tailândia de “ataques não provocados, premeditados e deliberados” ao longo das áreas de fronteira.
Em contrapartida, a Tailândia chamou o Camboja de “desumano, brutal e sedento de guerra”, acusando o país vizinho de atacar casas e infraestrutura civil.
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