“Milhões de velhos brancos protestaram contra um rei que não existe”
Ben Shapiro, comentarista americano, zomba dos atos “No Kings” e acusa democratas de inflar poder presidencial há décadas
Sete milhões de idosos, 2,7 mil atos e um unicórnio rosa na TV. Para Ben Shapiro, muita fantasia e nenhum rei para derrubar.
Um dos mais influentes comentaristas políticos americanos, Ben Shapiro publicou no Daily Wire o artigo “Velhos brancos protestam contra ‘reis’”, nesta segunda, 20. Ele satiriza as marchas “No Kings” do sábado, 18, e insiste que os Estados Unidos são “uma república constitucional”, com freios que tornam a metáfora do rei uma encenação conveniente.
Para Shapiro, os mesmos que gritam contra tirania aplaudiriam canetadas quando lhes convém.“A ideia de que se opõem a Trump para conter o poder executivo ampliado é ridícula,” explicou. Ele atribui ao Partido Democrata a hipertrofia presidencial “desde Woodrow Wilson”.
Como evidência, aponta Joe Biden e Barack Obama. Ele lembra a tentativa de usar a OSHA, agência federal de segurança e saúde no trabalho (Occupational Safety and Health Administration), para impor vacinação a 80 milhões de trabalhadores, barrada pela Suprema Corte em 2022.
Cita também a insistência da Casa Branca em perdoar dívidas estudantis após derrota na Corte em 2023. Para o autor, enquanto democratas “atropelam a Constituição” quando no poder, Trump “tem sido sujeito aos ditames do Congresso e dos tribunais”.
Shapiro ridiculariza a escala e o efeito dos protestos.
Reproduz o autoelogio dos organizadores, divulgado pela imprensa, de “um dos maiores protestos em um único dia”. E crava, com ironia: “é segunda-feira e todos já esqueceram”, apesar da narrativa dos milhões nas ruas e de atos até em monarquias europeias.
Ele enumera fantasias de lagosta em Massachusetts, “Superman” em Nova York e “galinhas infláveis”. Em seu resumo cáustico, “não são esses os grupos que vão mudar a América de verdade”.
Shapiro transcreve entrevista da MSNBC com uma manifestante de unicórnio. A fala da personagem — “protestamos contra a normalização do abuso de poder” — vira vitrine do que ele caracteriza como teatro político embalado por cobertura simpática.
Políticos e figuras públicas são enquadrados como legitimadores de extremismo.
Shapiro cita Bernie Sanders e Chris Murphy ao lado do jornalista Mehdi Hasan, apresentado por ele como “porta-voz do Catar”. O autor lembra que houve oradores que “promoveram terrorismo”.
Celebridades recebem farpas. John Cusack é lembrado como “relevante em 1989”. Robert De Niro teria elogiado a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, por “dizer ‘que se dane’ a Trump”, além de chamar Stephen Miller de “nazista”.
Ele descreve um “bandeirão palestino” em Washington e “montes de bandeiras mexicanas” em Los Angeles, cenas usadas para confrontar discursos de amor à América pronunciados pelos manifestantes.
Para Shapiro, “a premissa dessas manifestações ‘No Kings’ é falsa”, porque o presidente já encontra barreiras legais.
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Comentários (1)
Ivan Kolouboff
21.10.2025 07:17Bom ver que a turma do MAS (Make América Small) sentiu a manifestação!