Milei vota: “Esperemos que amanhã haja mais esperança"

14.01.2026

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Milei vota: “Esperemos que amanhã haja mais esperança”

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Caio Mattos, De Buenos Aires
3 minutos de leitura 19.11.2023 13:13 comentários
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Milei vota: “Esperemos que amanhã haja mais esperança”

Javier Milei (foto), candidato presidencial da Argentina, votou neste domingo, 19, na Universidad Tecnológica Nacional...

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Milei vota: “Esperemos que amanhã haja mais esperança”
Foto: Crusoé/ Caio Mattos

Javier Milei (foto), candidato presidencial da ArgentinaArgentina, votou neste domingo, 19, na Universidad Tecnológica Nacional, em Buenos Aires.

“Esperemos que amanhã haja mais esperança e não continuidade de tanta decadência. Que esta noite tenhamos um novo presidente eleito”, afirmou depois de votar.

O termo “esperança” também esteve presente em seu discurso no ato de encerramento da campanha na Grande Buenos Aires, na cidade de Ezeiza, na quarta, 15 de novembro. O objetivo é se contrapor à “campanha de medo” promovida pelo peronismo contra ele.

Quem também usou a expressão foi o principal aliado do libertário neste segundo turno, o ex-presidente Mauricio Macri, durante entrevista nesta semana.

Ao votar na tarde deste domingo, candidato libertário do La Libertad Avanza estava acompanhado de sua irmã e braço direito, Karina Milei.

“Estamos muito bem, fizemos todo o esforço que podíamos. Agora deixem as urnas falarem”, acrescentou.

Sobre a possível falta de cédulas, Milei afirmou que no momento elas estão sendo substituídas. 

“Está funcionando bem. Pode haver cédulas faltando, mas porque estão nas urna.”

Os eleitores argentinos votam com cédulas de papel chamadas boletas.

Há um detalhe fundamental que diferencia esse sistema de outros com voto impresso, como os Estados Unidos.

As boletas só servem para votar no respectivo candidato que figura no pedaço papel, grande e colorido, e são providas pelas próprias forças políticas, não pelo órgão eleitoral.

Ou seja, é possível que, em uma determinada seção eleitoral, falte as boletas de um determinado candidato e, logo, os eleitores não possam votar nele.

Para garantir o fornecimento de boletas, a primeira coisa que as forças políticas fazem é enviar uma leva prévia daquelas cédulas às autoridades eleitorais para o repasse aos locais de votação.

A campanha de Milei não repassou ao órgão eleitoral a quantidade de boletas máxima que podia enviar previamente. Em algumas seções, não enviou nem mesmo 25% do limite permitido.

Por exemplo, em uma seção da cidade de Buenos Aires, a equipe do libertário enviou apenas 100 boletas para uma seção de 350 eleitores.

Oficialmente, a estratégia da campanha de Milei é renovar o estoque de boletas com a ajuda dos seus próprios fiscais, que estarão presentes nas seções para garantir também a integridade das urnas e da contagem de votos.

Com a ajuda do partido de Macri, a campanha libertária terá pelo menos um fiscal para cada uma das 104.500 seções eleitorais neste segundo turno.

O receio é que, em caso de uma derrota apertada, Milei alegue que haja fraude eleitoral. O candidato já falou de “irregularidades” depois do primeiro turno, sem nenhuma prova.

A irmã do candidato e chefe de campanha oficial, Karina Milei, também já entrou com ação na Justiça alegando fraude no primeiro turno e voltou atrás por não apresentar nenhuma evidência.

Leia também: 

Eleição na Argentina: Massa e Milei disputam Presidência; o que você precisa saber

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